segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aimez - moi, aimez - moi

“…. Como ir embora sem magoar as pessoas sem que elas se sintam abandonadas? é um sentimento tão intenso, levamos a vida a ser abandonados, todos nós. Todos guardamos dentro de nós uma criança triste. A maior parte das vidas não tomamos atenção a esta criança, com uma sede inextinguível de amor, de ternura, de atenção.
Mozart, naquele concerto que deu para a corte francesa, toda a gente aplaudia e ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta, aimez – moi, aimez- moi. Em todos nos existe isto. A vontade que gostem de nós incondicionalmente.” (António Lobo Antunes, numa qualquer entrevista)

Não fui eu que o disse, provavelmente já o tinha pensado, não deste modo, nem nunca conseguiria expressá-lo tão bem… , mas a verdade é esta.. todos nós, mais cedo ou mais tarde teremos que admitir que só queremos que nos amem incondicionalmente.., pelo que somos…

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