No meio da tempestade, no meio do remoinho……
sábado, julho 15, 2006

De uma vez por todas, abre a porta dessa gaiola, de uma vez por toda deixa de alimentar um animal que não desejas…
De uma vez por todas deixa esse pássaro voar, procurar outro ninho, outra gaiola talvez… mas de uma vez por todas, liberta-o, deixa-o seguir o destino de pássaro que lhe coube… de uma vez por todas faz o que sempre quiseste fazer, solta-o e solta-te… deixa-o ir e vai…
Onde?

É, quando te disse que a história seria tua, quando te informei do fundo muito fundo em que te afundavas,…, quando te olhei nos olhos e te abanei… quando disse para parares para deixares tudo de lado…
Onde estavas? Onde estavas quando te disse tudo?
E agora??? Onde estás agora? Depois de perderes a alma, depois de perderes o que nunca chegaste a ter?
De tudo o que se perde, o que nunca se teve dói mais…..
quarta-feira, julho 12, 2006
Afectos
Deixa-me que te diga… que te conte os segredos dos beijos que não deste, que te descreva a imensidão do abraço, que te informe da vida,.., dos que sentem…
Senta-te, puxa da cadeira e senta-te, com calma, sem a pressa de mundos futuros, senta-te somente.
Escuta o que tenho para te dizer, o que sempre perdeste da vida… os cheiros, as cores, todo à tua volta gira e torna a girar, mas tu, sentado nessa cadeira.. escuta-me somente.
De tudo o que tenho a dizer, nada me importa mais que a falta de braços em torno do teu corpo.. nada te fará mais falta que a certeza de existires…
Ouve….
………
………….
Agora, depois de ouvires, de saberes o que penso de ti, depois de saber o mundo que perdes, depois de tudo… levanta-te dessa cadeira, abre os braços e descansa no meu abraço.
Senta-te, puxa da cadeira e senta-te, com calma, sem a pressa de mundos futuros, senta-te somente.
Escuta o que tenho para te dizer, o que sempre perdeste da vida… os cheiros, as cores, todo à tua volta gira e torna a girar, mas tu, sentado nessa cadeira.. escuta-me somente.
De tudo o que tenho a dizer, nada me importa mais que a falta de braços em torno do teu corpo.. nada te fará mais falta que a certeza de existires…
Ouve….
………

………….
Agora, depois de ouvires, de saberes o que penso de ti, depois de saber o mundo que perdes, depois de tudo… levanta-te dessa cadeira, abre os braços e descansa no meu abraço.
Conversas
Em conversa, daquelas conversas normais… demasiado banais para se considerarem sérias…
Surgem sempre coisas que nos fazem pensar… coisas que são claras para uns e completamente obscuras para outros.
Aquela bendita frase do tudo se resolve, ou até mesmo a que diz que todas as coisas têm solução.
Será? Será que na realidade tudo tem solução?! Que no fim da tempestade vem o tal espaço de bonança?
São opiniões,.., daquelas que divergem tanto de pessoa para pessoa…
Há coisas provavelmente sem solução, sem bonança, sem arco íris, coisas que não mudam, que não melhoram…
Mas também, a nossa capacidade de nos habituarmos a tudo, a nossa capacidade de viver no centro da tempestade, no meio da chuva…, essa capacidade faz-nos muitas vezes acreditar na solução para tudo…
Mas não há solução…. só habituação,.., conformação…
Surgem sempre coisas que nos fazem pensar… coisas que são claras para uns e completamente obscuras para outros.
Aquela bendita frase do tudo se resolve, ou até mesmo a que diz que todas as coisas têm solução.
Será? Será que na realidade tudo tem solução?! Que no fim da tempestade vem o tal espaço de bonança?
São opiniões,.., daquelas que divergem tanto de pessoa para pessoa…
Há coisas provavelmente sem solução, sem bonança, sem arco íris, coisas que não mudam, que não melhoram…
Mas também, a nossa capacidade de nos habituarmos a tudo, a nossa capacidade de viver no centro da tempestade, no meio da chuva…, essa capacidade faz-nos muitas vezes acreditar na solução para tudo…
Mas não há solução…. só habituação,.., conformação…
sexta-feira, julho 07, 2006
loucos..

Louca… mil vezes louca, pessoa inacabada do que nunca se alcança…
E depois? Não será nesta loucura que se busca o universo total? Procurando entre pessoas loucas a razão de tanta loucura… loucos? Loucos são os sonhos, aqueles que nos permitimos ter, na esperança louca de alcançar o que nunca será nosso…
Somos todos loucos, loucos por tudo, por nada, uns pelos outros…, qualquer coisa faz de nos loucos.
Agarra essa loucura que te prende, faz dela um motivo…, ou simplesmente esquece o louco que vagueia noite dentro, sem tempo, sem amanha, sem ontem… e desce á terra.. sem sonhos, sem loucuras, sem ti…
sexta-feira, junho 16, 2006
Regressa a ti

Habitas o teu castelo de areia, esperando ansiosamente que tudo se torne no conto de fadas que acreditas existir…
Mas nos oceanos das sereias azuis…, não há fadas, não há desejos, não há ilusões…
Nem nesse mundo de fantasia, com a lua a brilhar para ti, os teus desejos se realizam…
Então vai… segue por essa estrada de flores até ao infinito do que nunca foste… seguindo o trilho do que anseias ser…
Volta para onde nunca deverias de ter saído… regressa á tua realidade e aproveita o que ela te dá….
Mas nos oceanos das sereias azuis…, não há fadas, não há desejos, não há ilusões…
Nem nesse mundo de fantasia, com a lua a brilhar para ti, os teus desejos se realizam…
Então vai… segue por essa estrada de flores até ao infinito do que nunca foste… seguindo o trilho do que anseias ser…
Volta para onde nunca deverias de ter saído… regressa á tua realidade e aproveita o que ela te dá….
Desce ao nosso mundo…
Aos amigos…
A nós…
quinta-feira, junho 15, 2006
Fragilidade
Talvez pudesse o tempo parar
quando tudo em nós de precipita
quando a vida nos desgarra os sentidos
e não espera, ai quem dera
Houvesse um canto pra se ficar
longe da guerra feroz que nos domina
se o amor fosse um lugar a salvo
sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
e voltar-se a preencher o vazio
é tão duro aprender que na vida
nada se repete, nada se promete
e é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
e encharcar-me de azul e de longe
acalmar a raiva aflita da vertigem
sentir o teu braço e poder ficar
É tudo tão fugaz e tão breve
como os reflexos da lua no rio
tudo aquilo que se agarra já fugiu
é tudo tão fugaz e tão breve
mafalda veiga....
por agora...
por nada...
sexta-feira, maio 26, 2006
um plágio.. mas por uma boa razão
"... E de novo acredito que
nada do que E importante
se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos,
julgando ser donos das coisas,
dos instantes
e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Nao perdi nada,
apenas a ilusao de que tudo
podia ser meu para sempre."
nada do que E importante
se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos,
julgando ser donos das coisas,
dos instantes
e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Nao perdi nada,
apenas a ilusao de que tudo
podia ser meu para sempre."
A isto se chama plágio...
no caso plágio duplo.. porque a pessoa que plagiei...
também já se tinha aproveitado de alguem.... :P
no caso.. é plágio da Xô arcaboixa ... grande menina por sinal :)
quinta-feira, maio 18, 2006
para quê??
"Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. Para quê?"
simplesmente.. partia
Quisera-lhe dizer adeus…, o último adeus…sabia que não voltava mais.. nunca mais… sabia que não podia voltar atrás,.., que não podia olhar para trás, não podia olha-lo a ultima vez… tinha a certeza que se o fizesse não conseguiria partir…
Gostava de lhe ter dito tudo, antes de partir gostava de lhe ter dito, que levava consigo o seu toque, que nos lábios ainda era o sabor dos dele que persistia…
Os dedos entrelaçados… era isso que recordava… dedos com dedos, mão na mão…, era na mão dele que estava a partida dela…
Tinha sido a mão dele que a largara, tinham sido os dedos dele que deixaram de se entrelaçar nos dela…
Não podia voltar atrás, nem olhar para trás,…, as mãos dele iriam continuar penduradas ao longo do corpo, nunca mais iam agarrar as dela.. nunca mais…
E ela partia… a passo certo e acelerado…
Apetecia-lhe fugir… correr até ao fim da rua… mas lentamente afastou-se… sem dizer adeus, sem dizer coisa nenhuma… simplesmente partia…
Gostava de lhe ter dito tudo, antes de partir gostava de lhe ter dito, que levava consigo o seu toque, que nos lábios ainda era o sabor dos dele que persistia…
Os dedos entrelaçados… era isso que recordava… dedos com dedos, mão na mão…, era na mão dele que estava a partida dela…
Tinha sido a mão dele que a largara, tinham sido os dedos dele que deixaram de se entrelaçar nos dela…
Não podia voltar atrás, nem olhar para trás,…, as mãos dele iriam continuar penduradas ao longo do corpo, nunca mais iam agarrar as dela.. nunca mais…
E ela partia… a passo certo e acelerado…
Apetecia-lhe fugir… correr até ao fim da rua… mas lentamente afastou-se… sem dizer adeus, sem dizer coisa nenhuma… simplesmente partia…
Sensatez

As Regras Da Sensatez
Carlos Tê / Rui Veloso
Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por antecipação ao que a curto se passará...
aqui vai... :)
vai pensando nisto...
Pensando se és sensato o suficiente,
Pensando se és sensato o suficiente,
se realmente vais conseguir não matar a recordação
que lembra a felicidade......

Hum!!
Era agradável a sensação, agradável voltar à tona…
O ar, provavelmente o mesmo, parecia-lhe mais puro, mais respirável…
Ficara demasiado tempo no fundo daquele mar, habituara-se aos habitantes estranhos do profundo oceano, …, estava bem, pensara…
Esquecera-se de como era libertador respirar o ar … habitar a terra normal … sorrir por razões estúpidas, … rir francamente…
Cá estava ela … devolvida ao mundo, à terra, à realidade…
Teria que se habituar ás coisas, deixar de fora o seu lado de peixe, criar pernas e andar…
Teria que mudar muita coisa, tanta coisa,…, mas pelo menos ia tentar, pelo menos voltava a respirar, voltava a caminhar sobre a terra … e as pedras da calçada sabiam-lhe tão bem na sola dos pés…
sábado, maio 13, 2006
Uma história diferente... a tua história

Uma história diferente, de histórias que se contam de finais felizes, de para “sempres”… de qualquer coisa…
Esta história é diferente, não te irás rever nela, bem sei,.., mas com o tempo chegarás lá amigo,…, vais entender que realmente esta é a tua história… sem o final feliz que tanto anseias,.., sem o juntos para sempre que tanto queres…
Não sei como começa-la, como nem tu sabes como te envolveste profundamente em algo em que não acreditas, talvez fosse só falta de carinho de compreensão, de todas essas coisas, que tu juras a pés juntos que o amor acarreta…
Talvez esse vazio que querias desesperadamente preencher te tenha levado a cometer mais um erro, um erro profundo e provavelmente que deixará marcas…
Envolveste-te,.., deixaste-te ir num acaso, provavelmente sem sentimento… foste bem fundo, deste o que tinhas e o que nunca irás possuir…, entregaste-te completamente a esse acaso que dizias ser impossível…
Disseste vezes sem conta, talvez para te convenceres a ti próprio, que não era nada, que nunca te deixarias ir numa coisa sem sentido, sem futuro…, chegaste mesmo afirmar que nunca, te irias entregar minimamente ao que desconhecias… Entregaste-te, caíste bem fundo nesse poço que não tem retorno…, sem possibilidade de final feliz, sem possibilidade de coisa alguma…
Depois, mais tarde, confirmo-te esse final
daqui a uns tempos...
:P
sexta-feira, maio 12, 2006
hoje estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Carlos Tê / Rui Veloso
Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
(..)
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
Carlos Tê / Rui Veloso
Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
(..)
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
para ti, que hoje mais que nunca estás assim...
para ti, que hoje nem eu te entendo....
mas mesmo assim... nós queremos saber de ti..
sempre... mesmo nesses dias... em que não te entendes..
quarta-feira, maio 10, 2006
Caminho certo...
“Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus”
Por vezes nem devagarinho lá se chega...
mesmo assim há falhas....
mas mesmo sem esses sorrisos, sem os sonhos,
sem os caminhos certos...
nós.. os amigos.. continuamos por cá... com caminhos fáceis....
segunda-feira, maio 08, 2006
Depois da Chuva
Devagar para ninguém dar por isso,.., entra sem bater e senta-se a um canto…
Chovia lá fora, há tanto tempo que chovia lá fora…, mas aquela porta entreaberte pareceu um convite, um verdadeiro porto de abrigo…
Há quanto tempo chovia?!?, há quanto tempo caminhava sob a chuva grossa e pesada, diria que há anos…. Longos anos…
Agora aquela porta aberta,…, saberia tão bem lá entrar, sentar-se no quente, secar as roupas e alma…
Entrara com a ideia clara que a casa não era sua, e que como intrusa não demoraria muito, aliás, ninguém daria por ela, ninguém a convidaria a entrar, ninguém lhe diria nada…
Estava errada, como em tantas outras coisas, errara… Havia gente em casa, pior, convidaram-na para se sentar com ele, para estar,…, para ficar mais um pouco…
Poderia habituar-se àquilo, seria bom, muito bom até, ter companhia e um lugar seguro para estar, para ficar…
Mas não podia, a casa não era dela, e não queria pedir favores…
Agradeceu e prometeu não voltar a importunar, nunca mais…
Mas no dia seguinte passou novamente á porta, não ia entrar, tinha a certeza, mas precisava de ver, de olhar para a porta, de correr os dedos pela parede rugosa, de imaginar como teria sido se aceitasse a esmola de um estranho…
Eu bem disse....
Então?? Lá veio o balde de água fria?? Não vou dizer o tal: eu bem te avisei.. se bem que era o que merecias… quem te mandou ??? Mas eu não te avisei vezes sem conta que não valia a pena?!?! Que era tudo imaginação dessa tua cabecinha??
Mas não,…, aqui a Cristina é que não acredita em nada, que é uma céptica, que ninguém lhe deve de dar ouvidos, porque na óptica dela deve-se estar sempre de pé atrás…
E agora?? Não tinha razão??? Não era muito melhor não andares a fazer figuras tristes?!? Não era muito melhor não te teres magoado?!?
Mas não…. Não é nada disso,…, vai correr tudo bem… e beca beca… acorda amiga… estar assim é bem pior…
Enfim… o ombro para chorar continua aqui… e ainda sei de cor o que te disse da ultima desilusão….
Mas não,…, aqui a Cristina é que não acredita em nada, que é uma céptica, que ninguém lhe deve de dar ouvidos, porque na óptica dela deve-se estar sempre de pé atrás…
E agora?? Não tinha razão??? Não era muito melhor não andares a fazer figuras tristes?!? Não era muito melhor não te teres magoado?!?
Mas não…. Não é nada disso,…, vai correr tudo bem… e beca beca… acorda amiga… estar assim é bem pior…
Enfim… o ombro para chorar continua aqui… e ainda sei de cor o que te disse da ultima desilusão….
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