quinta-feira, setembro 14, 2006

Mia couto

Estava sentada em frente ao computador a pensar em postar aqui qualquer coisa.. mas só me vinha á memória um poema do Mia Couto, daqueles lamechas e de fazer suspirar qualquer insensível (sim, para quem está com ar de descrédito a pensar :”- como se alguma coisa se te fizesse suspirar”; eu também suspirei…lol).
Depois pensei que se o escrevesse, no mínimo iam pensar que me tinha apaixonado loucamente, e andava com uma nuvem cor de rosa a pairar sobre este meu cérebro sem ideias… puro engano… não estou apaixonada, e agradeço o estado de espírito apático em que me encontro…
Assim sendo, e depois de reflectir acerca desse imenso engano em que vos iria induzir, resolvi fazer esta introdução explicativa…

E agora sim.. passo a citar :

Diz o meu nome
Pronuncia-o
Como se as sílabas te queimassem os lábios

Sopra-o com a suavidade
De uma confidencia
Para que o escuro apeteça
Para que se desatem teus cabelos
Para que (tudo) aconteça

Porque eu cresço para ti
Sou eu dentro de ti
Que bebe a última gota
E te conduzo a um lugar
Sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
Sou gesto e cor
E dentro de ti
Me recolho ferido
Exausto dos combates
Em que a mim próprio me venci.

No húmido centro da noite
Diz o meu nome
Como se eu te fosse estranho
Como se eu fosse intruso
Para que eu mesmo me desconheça
E me sobressalte
Quando suavemente
Pronunciares o meu nome.

2 comentários:

Anónimo disse...

gostei arkaboixa <3

Silvia disse...

epahhh amei este poema.. ta memso kalker coisa*enkaixa com tudo!!muito bom**um beijao pa minha prima linda