sexta-feira, junho 16, 2006

Regressa a ti


Habitas o teu castelo de areia, esperando ansiosamente que tudo se torne no conto de fadas que acreditas existir…
Mas nos oceanos das sereias azuis…, não há fadas, não há desejos, não há ilusões…
Nem nesse mundo de fantasia, com a lua a brilhar para ti, os teus desejos se realizam…
Então vai… segue por essa estrada de flores até ao infinito do que nunca foste… seguindo o trilho do que anseias ser…
Volta para onde nunca deverias de ter saído… regressa á tua realidade e aproveita o que ela te dá….

Desce ao nosso mundo…
Aos amigos…
A nós…

quinta-feira, junho 15, 2006

Fragilidade
Talvez pudesse o tempo parar
quando tudo em nós de precipita
quando a vida nos desgarra os sentidos
e não espera, ai quem dera
Houvesse um canto pra se ficar
longe da guerra feroz que nos domina
se o amor fosse um lugar a salvo
sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
e voltar-se a preencher o vazio
é tão duro aprender que na vida
nada se repete, nada se promete
e é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
e encharcar-me de azul e de longe
acalmar a raiva aflita da vertigem
sentir o teu braço e poder ficar
É tudo tão fugaz e tão breve
como os reflexos da lua no rio
tudo aquilo que se agarra já fugiu
é tudo tão fugaz e tão breve
mafalda veiga....
por agora...
por nada...

sábado, junho 10, 2006


Há dias não... e acima de tudo há aqueles que os superam em tudo....

sexta-feira, maio 26, 2006

um plágio.. mas por uma boa razão

"... E de novo acredito que
nada do que E importante
se perde verdadeiramente.

Apenas nos iludimos,
julgando ser donos das coisas,
dos instantes
e dos outros.

Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.

Nao perdi nada,
apenas a ilusao de que tudo
podia ser meu para sempre."


A isto se chama plágio...
no caso plágio duplo.. porque a pessoa que plagiei...
também já se tinha aproveitado de alguem.... :P
no caso.. é plágio da Xô arcaboixa ... grande menina por sinal :)

segunda-feira, maio 22, 2006


Um grupo fantástico,
um grupo belissimo,...
são as pegas mór....
força fantásticas alééééé

quinta-feira, maio 18, 2006

para quê??

"Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. Para quê?"

simplesmente.. partia

Quisera-lhe dizer adeus…, o último adeus…sabia que não voltava mais.. nunca mais… sabia que não podia voltar atrás,.., que não podia olhar para trás, não podia olha-lo a ultima vez… tinha a certeza que se o fizesse não conseguiria partir…
Gostava de lhe ter dito tudo, antes de partir gostava de lhe ter dito, que levava consigo o seu toque, que nos lábios ainda era o sabor dos dele que persistia…
Os dedos entrelaçados… era isso que recordava… dedos com dedos, mão na mão…, era na mão dele que estava a partida dela…
Tinha sido a mão dele que a largara, tinham sido os dedos dele que deixaram de se entrelaçar nos dela…
Não podia voltar atrás, nem olhar para trás,…, as mãos dele iriam continuar penduradas ao longo do corpo, nunca mais iam agarrar as dela.. nunca mais…
E ela partia… a passo certo e acelerado…
Apetecia-lhe fugir… correr até ao fim da rua… mas lentamente afastou-se… sem dizer adeus, sem dizer coisa nenhuma… simplesmente partia…


Sensatez


As Regras Da Sensatez
Carlos Tê / Rui Veloso


Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós
São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez




Por antecipação ao que a curto se passará...
aqui vai... :)
vai pensando nisto...
Pensando se és sensato o suficiente,
se realmente vais conseguir não matar a recordação
que lembra a felicidade......

Hum!!
Era agradável a sensação, agradável voltar à tona…
O ar, provavelmente o mesmo, parecia-lhe mais puro, mais respirável…
Ficara demasiado tempo no fundo daquele mar, habituara-se aos habitantes estranhos do profundo oceano, …, estava bem, pensara…
Esquecera-se de como era libertador respirar o ar … habitar a terra normal … sorrir por razões estúpidas, … rir francamente…
Cá estava ela … devolvida ao mundo, à terra, à realidade…
Teria que se habituar ás coisas, deixar de fora o seu lado de peixe, criar pernas e andar…
Teria que mudar muita coisa, tanta coisa,…, mas pelo menos ia tentar, pelo menos voltava a respirar, voltava a caminhar sobre a terra … e as pedras da calçada sabiam-lhe tão bem na sola dos pés…

sábado, maio 13, 2006

Uma história diferente... a tua história


Uma história diferente, de histórias que se contam de finais felizes, de para “sempres”… de qualquer coisa…
Esta história é diferente, não te irás rever nela, bem sei,.., mas com o tempo chegarás lá amigo,…, vais entender que realmente esta é a tua história… sem o final feliz que tanto anseias,.., sem o juntos para sempre que tanto queres…

Não sei como começa-la, como nem tu sabes como te envolveste profundamente em algo em que não acreditas, talvez fosse só falta de carinho de compreensão, de todas essas coisas, que tu juras a pés juntos que o amor acarreta…

Talvez esse vazio que querias desesperadamente preencher te tenha levado a cometer mais um erro, um erro profundo e provavelmente que deixará marcas…

Envolveste-te,.., deixaste-te ir num acaso, provavelmente sem sentimento… foste bem fundo, deste o que tinhas e o que nunca irás possuir…, entregaste-te completamente a esse acaso que dizias ser impossível…

Disseste vezes sem conta, talvez para te convenceres a ti próprio, que não era nada, que nunca te deixarias ir numa coisa sem sentido, sem futuro…, chegaste mesmo afirmar que nunca, te irias entregar minimamente ao que desconhecias… Entregaste-te, caíste bem fundo nesse poço que não tem retorno…, sem possibilidade de final feliz, sem possibilidade de coisa alguma…


Depois, mais tarde, confirmo-te esse final
daqui a uns tempos...
:P

sexta-feira, maio 12, 2006

hoje estou que não me entendo

Não queiras saber de mim
Carlos Tê / Rui Veloso

Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
(..)
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo



para ti, que hoje mais que nunca estás assim...
para ti, que hoje nem eu te entendo....
mas mesmo assim... nós queremos saber de ti..
sempre... mesmo nesses dias... em que não te entendes..

quarta-feira, maio 10, 2006

Caminho certo...

“Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus”
Por vezes nem devagarinho lá se chega...
mesmo assim há falhas....
mas mesmo sem esses sorrisos, sem os sonhos,
sem os caminhos certos...
nós.. os amigos.. continuamos por cá... com caminhos fáceis....

segunda-feira, maio 08, 2006

Depois da Chuva


Devagar para ninguém dar por isso,.., entra sem bater e senta-se a um canto…

Chovia lá fora, há tanto tempo que chovia lá fora…, mas aquela porta entreaberte pareceu um convite, um verdadeiro porto de abrigo…

Há quanto tempo chovia?!?, há quanto tempo caminhava sob a chuva grossa e pesada, diria que há anos…. Longos anos…

Agora aquela porta aberta,…, saberia tão bem lá entrar, sentar-se no quente, secar as roupas e alma…

Entrara com a ideia clara que a casa não era sua, e que como intrusa não demoraria muito, aliás, ninguém daria por ela, ninguém a convidaria a entrar, ninguém lhe diria nada…

Estava errada, como em tantas outras coisas, errara… Havia gente em casa, pior, convidaram-na para se sentar com ele, para estar,…, para ficar mais um pouco…
Poderia habituar-se àquilo, seria bom, muito bom até, ter companhia e um lugar seguro para estar, para ficar…

Mas não podia, a casa não era dela, e não queria pedir favores…

Agradeceu e prometeu não voltar a importunar, nunca mais…

Mas no dia seguinte passou novamente á porta, não ia entrar, tinha a certeza, mas precisava de ver, de olhar para a porta, de correr os dedos pela parede rugosa, de imaginar como teria sido se aceitasse a esmola de um estranho…

Eu bem disse....

Então?? Lá veio o balde de água fria?? Não vou dizer o tal: eu bem te avisei.. se bem que era o que merecias… quem te mandou ??? Mas eu não te avisei vezes sem conta que não valia a pena?!?! Que era tudo imaginação dessa tua cabecinha??

Mas não,…, aqui a Cristina é que não acredita em nada, que é uma céptica, que ninguém lhe deve de dar ouvidos, porque na óptica dela deve-se estar sempre de pé atrás…

E agora?? Não tinha razão??? Não era muito melhor não andares a fazer figuras tristes?!? Não era muito melhor não te teres magoado?!?

Mas não…. Não é nada disso,…, vai correr tudo bem… e beca beca… acorda amiga… estar assim é bem pior…

Enfim… o ombro para chorar continua aqui… e ainda sei de cor o que te disse da ultima desilusão….

Sem as palavras


Nem as palavras são eternas…
Há dias em que se pensa ter o poder de dizer tudo, outros em que nem as palavras nos saem…
Nunca me faltaram palavras, frases, algumas delas feitas e usadas milhões de vezes, mas nunca me faltaram…
Até há algum tempo atrás, em que descobri que mesmo sabendo o que queria dizer não o podia fazer, nem saberia como…
Primeiro fiquei-me pela parte de não te dizer nada, de deixar ver o que fazias, até onde levavas a ideia de deixares de ser tu…, de te moldar à personalidade de quem te é mais próximo…
Levas-te tudo longe de mais, deixaste-me sem palavras, sem acção… desiludiste pedacinhos de mim, nada de irrecuperável… mas que marca…
Já passou é certo, mas queria que soubesses, que fiquei sem palavras.., sem actos.
E apesar da falta de palavras… continuo por cá… como sempre…

A burrice que não passa com os anos


Sempre pensei que com os anos se aprendessem novas coisas, que se deixasse de cometer erros repetidos…. Sei lá.. que se deixasse de ser burro…
Parece que nada disso acontece, com o passar dos anos repetem-se as coisas, e pior caímos em erros semelhantes…
Credo, é a pura decadência, cometer erros, ter consciência perfeita de estar a fazer asneira e adorar…
E depois digam lá se isto não é o cúmulo da burrice???
Ai!!! Como era bom ser-se dono de certezas…. Não e todas, mas de algumas…



Enfim... é a vidinha.,.. lolol

Era uma vez.. um jacaré..


Era uma vez … , no tempo em que as pessoas ainda falavam, jacaré que não sabia nadar….
Todos os animais do zoológico (sim, porque na selva o jacaré não se safava) gozavam com ele…
Porque todos os jacarés tinham que saber nadar, todos os jacarés andavam dentro de agua e brincavam dentro de água…
Pobre jacaré…, com medo da água nem se atrevia a aproximar-se do pequeno lago artificial, com medo de gostar tanto da frescura da água que mesmo correndo o risco de se afogar não a poderia deixar…
Durante uns tempos lá andava o jacaré, afastado dos outros para não ser gozado…
Mas um belo dia…. Quando ninguém estava a ver lá foi ele, sorrateiro até ao lago… pé ante pé.. com medo de se molhar… mas a água estava boa, á temperatura ideal… e lá continuou ele… lago adentro até perder o pé, até perder o medo…
E pufff… afogou-se…
Moral da história… se não sabes nadar não te metas lago adentro para não morreres afogado, há riscos que não valem a pena correr…

Para quem se queixou que eu punha histórias muito
complicadas para todos entenderem… aqui fica uma
de fácil compreensão… lololol

Humm

Hum…
Para não estar sempre a falar de dias maus, de pessoas menos boas e de coisas estranhas…
Hoje tirei um bocadinho para falar de coisas boas, de dias bons, de pessoas que nos surpreendem, de amigos que nos surgem de lados que não pensámos existir.
Pois, parece que também há dias assim,…
Pessoas que sorriem porque contamos uma boa novidades, pessoas a quem nem sequer contávamos nada…
Obrigada pela boa surpresa, pelo sorriso franco e acima de tudo pela confiança…
Tas lá amiga… :P

Pssst... pssstttt

psstt, psstt
Chega aqui amiga, só pa te dizer um segredo...
Mentiste-me,..., afinal sempre os receios eram fundamentados...
Sempre se apagou a amizade, sempre te foste, sempre mudaste e deixas-te de ser tu e acima de tudo e de todas as coisas, sempre deixámos de ser nós...
Mas podes ir... pelo menos na parte de seres feliz, que o cumpras... que o sejas.. e muito...

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Pois é, há momentos de inspiração... pouca inspiração por sinal.. lolol
Não é dedicado a nada, nem a ninguem, ou se é não me vou alongar em comentários acerca disso... :p

Olha-me nos olhos,
descobre-me,
conhece-me
aceita-me pelo que sou,
perdoa-me pelo que nunca chegarei a ser

toca-me no rosto,
com calma, conhece-me a expressão,
reconhece-me no meu sorriso...,
na minha expressão...

cala-me com um gesto,
proibe-me de estragar tudo,
obriga-me a ouvir-te,
impulsiona-me a aceitar-me,..., a aceitar-te

Fica, não desistas já,
não me faças desistir,
senta-te no meu canto,
fica mais um pouco,
por muito pouco que seja..., fica...

entra no meu mundo,
qual cavaleiro andante,
combate comigo os meus medos,
destroi as barreiras que existem,
luta comigo contra os meus moinhos de vento imaginários...

Fica no meu mundo,
um pouco,..., só um pouco
para que o meu sorriso seja franco...


E aqui está ele, um pseudo poema... também já não interessa nada.... desisti do termo "fica"... os pufss estão a fazer o seu trabalho...