Hummm..
Há coisas que me fazem gostar realmente de pessoas… das minhas pessoas…
Há pessoas que se gosta e pronto… não preciso contar histórias de amizades a sério, que acontecem a brincar…. Daquelas amizades e daquelas pessoas que acontecem e estão para ficar…
Hoje recorri ao saco lacrimal escondido no fundo dos olhos… emocionei-me… é bom ainda estar presente nas outras pessoas, melhor ainda quando nos dizem que ainda estamos presentes, que ainda existimos, ainda que longe, ainda que tudo…
Seremos realmente cúmplices o resto da vida, de tudo, de nada….porque as almas estão entregues… porque deixam de ser precisas palavras, deixam de ser precisas frases feitas, deixa de ser preciso o que quer que seja, desde que existam pessoas que sejam o caminho de outras.
Há realmente coisas que se dão por acaso e coisas que se dão no acaso…
Gosto-te tanto…Obrigada… Gostei…
segunda-feira, janeiro 08, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Tu nunca te esqueças nunca
“Já não acredito em algumas palavras de mudança, mas eu que não sei muitas coisas, é bem verdade, ainda acredito em ti, no teu andar, nos teus passos, no teu caminho, nesse inseguro desperdício de certezas, pois sei que amanhã essas palavras vazias que te dizem agora serão trocadas por outras, plenas, luminosas, encostadas ao tronco de árvores honestas, gozando a sombra discreta do Sol, luz para a dor, mesmo logo depois do vento ter empurrado as nuvens, o Inverno, e serenamente a maré ter subido tão melodiosamente como a musica para nenhum instrumento, tão vagarosamente repetida que se podia ouvir a noite inteira…
Porque tu, dois olhos, olhaste firmemente, decisivamente, para depois do horizonte e no paredão, pedra junto ao mar, escreveste com a boca, letra redonda, «tu nunca me esqueças nunca» e rodeaste com alivio esse branco abandonado. E é só nisto que acredito, pois não sei mesmo muitas coisas, é bem certo, mas sei bem que o melhor remédio para continuar a viver sem por ninguém ser amado é não morrer sem amar alguém.”
Porque tu, dois olhos, olhaste firmemente, decisivamente, para depois do horizonte e no paredão, pedra junto ao mar, escreveste com a boca, letra redonda, «tu nunca me esqueças nunca» e rodeaste com alivio esse branco abandonado. E é só nisto que acredito, pois não sei mesmo muitas coisas, é bem certo, mas sei bem que o melhor remédio para continuar a viver sem por ninguém ser amado é não morrer sem amar alguém.”
Pedro Strecht
Conta-me uma história
Conta-me mais uma história, daquelas que ninguém gosta de ouvir… daquelas que me contas quando já não ouvimos as conversas em que nos incluem…
Pode ter um final infeliz, como sempre dizes que todas têm…
Começa na terceira pessoa e vai contando, até que admitas fazer parte da história, até teres o protagonismo… conta-me como foi… como te tornaste no que és…, de onde vem essa amargura que carregas nos olhos…
Conta-me uma história, pode ser a mesma, a de sempre…, a do menino ingénuo que se apaixona, que sofre, que deixa de confiar… sei lá… conta-me uma história qualquer…
Pode ter um final infeliz, como sempre dizes que todas têm…
Começa na terceira pessoa e vai contando, até que admitas fazer parte da história, até teres o protagonismo… conta-me como foi… como te tornaste no que és…, de onde vem essa amargura que carregas nos olhos…
Conta-me uma história, pode ser a mesma, a de sempre…, a do menino ingénuo que se apaixona, que sofre, que deixa de confiar… sei lá… conta-me uma história qualquer…
Pela última vez...
Pela última vez… o levantar da cama.. a custo…
Pela última vez o banho demorado,…, as horas de maquilhagem a disfarçar as nódoas negras, ou as olheiras… ou as lágrimas….
Pela última vez o pequeno almoço na mesa, a horas, com pão fresco e leite fervido….
Pela última vez o olá…
Pela última vez o beijo repenicado na bochecha quente do filho a caminho da escola…
Pela última vez o limpar o escritório….
Pela a última vez o pegar na pistola com medo…, com duvidas…. Finalmente tudo claro… simples como um puxar de gatilho…
Pela última vez o banho demorado,…, as horas de maquilhagem a disfarçar as nódoas negras, ou as olheiras… ou as lágrimas….
Pela última vez o pequeno almoço na mesa, a horas, com pão fresco e leite fervido….
Pela última vez o olá…
Pela última vez o beijo repenicado na bochecha quente do filho a caminho da escola…
Pela última vez o limpar o escritório….
Pela a última vez o pegar na pistola com medo…, com duvidas…. Finalmente tudo claro… simples como um puxar de gatilho…
terça-feira, dezembro 12, 2006
olha...Pelo menos tentei...
Ás vezes sabemos tão bem o que queremos que afastamos tudo o que não queremos do nosso mundo….
Ás vezes queremos tanto uma coisa que fazemos coisas que não se fazem, que pensamos coisas que não se pensam…
Ás vezes queremos tanto…ou tão pouco…
Ás vezes estamos tão, mas tão enganados,…, e o que queremos não faz sentido…, e o que pensamos é impensável e o que fazemos é irrealizável…
Ás vezes cometemos erros, e arrastamo-nos com eles até ao fundo do mais fundo…
Mas ao menos, depois, quando se volta á tona…, podemos sempre dizer :
“-Olha…, pelo menos tentei…”
Ás vezes queremos tanto uma coisa que fazemos coisas que não se fazem, que pensamos coisas que não se pensam…
Ás vezes queremos tanto…ou tão pouco…
Ás vezes estamos tão, mas tão enganados,…, e o que queremos não faz sentido…, e o que pensamos é impensável e o que fazemos é irrealizável…
Ás vezes cometemos erros, e arrastamo-nos com eles até ao fundo do mais fundo…
Mas ao menos, depois, quando se volta á tona…, podemos sempre dizer :
“-Olha…, pelo menos tentei…”
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Aimez - moi, aimez - moi
“…. Como ir embora sem magoar as pessoas sem que elas se sintam abandonadas? é um sentimento tão intenso, levamos a vida a ser abandonados, todos nós. Todos guardamos dentro de nós uma criança triste. A maior parte das vidas não tomamos atenção a esta criança, com uma sede inextinguível de amor, de ternura, de atenção.
Mozart, naquele concerto que deu para a corte francesa, toda a gente aplaudia e ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta, aimez – moi, aimez- moi. Em todos nos existe isto. A vontade que gostem de nós incondicionalmente.” (António Lobo Antunes, numa qualquer entrevista)
Não fui eu que o disse, provavelmente já o tinha pensado, não deste modo, nem nunca conseguiria expressá-lo tão bem… , mas a verdade é esta.. todos nós, mais cedo ou mais tarde teremos que admitir que só queremos que nos amem incondicionalmente.., pelo que somos…
Mozart, naquele concerto que deu para a corte francesa, toda a gente aplaudia e ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta, aimez – moi, aimez- moi. Em todos nos existe isto. A vontade que gostem de nós incondicionalmente.” (António Lobo Antunes, numa qualquer entrevista)
Não fui eu que o disse, provavelmente já o tinha pensado, não deste modo, nem nunca conseguiria expressá-lo tão bem… , mas a verdade é esta.. todos nós, mais cedo ou mais tarde teremos que admitir que só queremos que nos amem incondicionalmente.., pelo que somos…
sexta-feira, dezembro 01, 2006
correr
Passa-se o tempo a correr, nesta altura pior, mais se corre, mais pressa se tem … quer-se urgentemente chegar a lugar nenhum.
Estou sentada no café no Chiado, á espera de uma certa e determinada pessoa que se atrasou para se encontrar comigo, felizmente, prometeu-me uma mousse de chocolate…
Á minha frente passam pessoas a correr, a andar rapidamente, sapatos rasos, se salto, em cunha, de agulha, tennis,… sei lá… centenas de sapatos apressados percorrem ruas com destino sabe-se lá onde…
Não há sorrisos nos rostos, não há brilhos no olhar, a pressa é tanta que ninguém ve ninguém…
Enfim…
Moral da história… as pessoas correm e eu não tive direito a mousse… mas fomos a um japonês comer chinês e bacalhau com natas e acabámos a beber café por mais de 1e 50 € cada….
É LIMA!!!!! NÃO!!! É MORANGO!!!! lolol
Estou sentada no café no Chiado, á espera de uma certa e determinada pessoa que se atrasou para se encontrar comigo, felizmente, prometeu-me uma mousse de chocolate…
Á minha frente passam pessoas a correr, a andar rapidamente, sapatos rasos, se salto, em cunha, de agulha, tennis,… sei lá… centenas de sapatos apressados percorrem ruas com destino sabe-se lá onde…
Não há sorrisos nos rostos, não há brilhos no olhar, a pressa é tanta que ninguém ve ninguém…
Enfim…
Moral da história… as pessoas correm e eu não tive direito a mousse… mas fomos a um japonês comer chinês e bacalhau com natas e acabámos a beber café por mais de 1e 50 € cada….
É LIMA!!!!! NÃO!!! É MORANGO!!!! lolol
domingo, novembro 26, 2006
Afinal há vida na Terra...
Que saudades…. Há quanto tempo que não saia para um bocadinho com o pessoal, com as (os) amigas (os) propriamente ditas (os)?!?!? Saudades… : )
Afinal ainda há vida na terra…, ainda há gente que fala,…, que ri,…, que entende… gostei… de falar… de estar … de contar coisas grandes e pequenas… definitivamente tinha saudades das minhas gentes.. de martinis brancos e tintos… de conversas banais e sérias… de confidencias.. de coisas e mais coisas… soube-me bem… sabe-me sempre bem….
Gosto-vos tanto…
Hummmm…. O ar está muito menos pesado… respira-se melhor… conta-se tudo e mais alguma coisa…
Quero mais… muito mais… quero muito mais… :)
Afinal ainda há vida na terra…, ainda há gente que fala,…, que ri,…, que entende… gostei… de falar… de estar … de contar coisas grandes e pequenas… definitivamente tinha saudades das minhas gentes.. de martinis brancos e tintos… de conversas banais e sérias… de confidencias.. de coisas e mais coisas… soube-me bem… sabe-me sempre bem….
Gosto-vos tanto…
Hummmm…. O ar está muito menos pesado… respira-se melhor… conta-se tudo e mais alguma coisa…
Quero mais… muito mais… quero muito mais… :)
sábado, novembro 25, 2006
Fernando Pessoa - Amigos
«Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos...até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos .que eram nossos amigos e...isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!»
Fernando Pessoa
É bonito, diz tudo, e tirei-o do blog da Isabel... sim, porque aquela miúda sabe o que diz… e no caso o querido Pessoa também…
Não tenho mais nada a acrescentar, há séculos que digo que com o tempo tudo se vai.. até os amigos… é uma visão triste…. Mas verdadeira… eu quero ter tempo e espaço para todos os amigos, sempre… não quero ter que explicar aos meus filhos quem são as pessoas das fotos,…, quero que eles os conheçam como pessoas que fazem parte de mim e consequentemente deles…
Fernando Pessoa
É bonito, diz tudo, e tirei-o do blog da Isabel... sim, porque aquela miúda sabe o que diz… e no caso o querido Pessoa também…
Não tenho mais nada a acrescentar, há séculos que digo que com o tempo tudo se vai.. até os amigos… é uma visão triste…. Mas verdadeira… eu quero ter tempo e espaço para todos os amigos, sempre… não quero ter que explicar aos meus filhos quem são as pessoas das fotos,…, quero que eles os conheçam como pessoas que fazem parte de mim e consequentemente deles…
quinta-feira, novembro 23, 2006
ah pois é...
Eu sempre disse que no dia em que enlouquecesse informava…, pois bem, definitivamente estou louca, louca a sério, e não falo das loucuras a que geralmente submeto os meus amigos, nem tão pouco do falar e rir sozinha…
Desta vez é oficial.., estou louca… hoje dei por mim a caminhar á chuva com destino ao Colombo, para passear sozinha… até aqui tudo bem, tudo normal… pior, pior, foi dar por mim, sentada á chuva, e friso o sentada… num banco de madeira a ver as pessoas a correr a fugir da chuva, e eu, debaixo da chuva… com a sensação de que nem me molhava.. pura ilusão… fiquei constipada…
No entanto o verdadeiro ponto da questão é a loucura.. a insanidade mental que me atingiu, não a chuva ou o mau tempo… só a insanidade…
Desta vez é oficial.., estou louca… hoje dei por mim a caminhar á chuva com destino ao Colombo, para passear sozinha… até aqui tudo bem, tudo normal… pior, pior, foi dar por mim, sentada á chuva, e friso o sentada… num banco de madeira a ver as pessoas a correr a fugir da chuva, e eu, debaixo da chuva… com a sensação de que nem me molhava.. pura ilusão… fiquei constipada…
No entanto o verdadeiro ponto da questão é a loucura.. a insanidade mental que me atingiu, não a chuva ou o mau tempo… só a insanidade…
Não digas nada
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
quarta-feira, novembro 22, 2006
Fala-se tanto da amizade… de vulgares amizades…
Como habitualmente digo, “dos amigos fala-se sempre”, hoje dei por mim a pensar em amigos… Amigos a sério… daqueles que nos entendem pelos gestos, pelos olhos…, e que não nos dizem sim só para parecer bem… pensei nos amigos.. nesses amigos…
Aqueles amigos que existem desde de sempre, aqueles com quem bricámos ás mais estúpidas brincadeiras, desde o enterro dos peixes, á adpoção conjunta de uma ninhada de gatos…
Aos amigos de sempre… de pequenos que crescem sempre connosco… um gosto-vos… :)
Como habitualmente digo, “dos amigos fala-se sempre”, hoje dei por mim a pensar em amigos… Amigos a sério… daqueles que nos entendem pelos gestos, pelos olhos…, e que não nos dizem sim só para parecer bem… pensei nos amigos.. nesses amigos…
Aqueles amigos que existem desde de sempre, aqueles com quem bricámos ás mais estúpidas brincadeiras, desde o enterro dos peixes, á adpoção conjunta de uma ninhada de gatos…
Aos amigos de sempre… de pequenos que crescem sempre connosco… um gosto-vos… :)
terça-feira, novembro 21, 2006
Mas o arco- íris veio...
Queria ser tanto, queria ser tudo, queria tanto tanto ter o poder de fazer algo de bom, de certo…
Ter o poder de secar rios de lágrimas, de iluminar sorrisos…
Queria tanto ser mais, ser maior…
Mas o arco-íris veio…
Ter o poder de secar rios de lágrimas, de iluminar sorrisos…
Queria tanto ser mais, ser maior…
Mas o arco-íris veio…
"...e a vida não vai parar"
Há dias maus, coisas más, coisas que deixam de fazer sentido….
Há coisas em que se acredita, coisas em que se deixa de acreditar…
Há de tudo um pouco, há muita e pouca coisa…
Mas mesmo assim… mesmo com tanto, mesmo com tão pouco há coisas que se aceitam, há coisas que nos impingem novas visões, novas ideias, menos ideias…
O sentido das coisas deixa de ter sentido quando pessoas vão ,…, quando deixam de nos acompanhar aqui, no nosso pequeno Mundo…
Mas “ a vida não vai parar…”, nem eu deixava.
Há coisas em que se acredita, coisas em que se deixa de acreditar…
Há de tudo um pouco, há muita e pouca coisa…
Mas mesmo assim… mesmo com tanto, mesmo com tão pouco há coisas que se aceitam, há coisas que nos impingem novas visões, novas ideias, menos ideias…
O sentido das coisas deixa de ter sentido quando pessoas vão ,…, quando deixam de nos acompanhar aqui, no nosso pequeno Mundo…
Mas “ a vida não vai parar…”, nem eu deixava.
Sabem???
Sabem daqueles dias em que há muito transito?, mas mesmo muito transito, tanto transito, mas tanto transito que não se sai do mesmo sitio e se demoram horas a chegar ao trabalho… sabem, sabem??
Também eu, acontece-me quase todos os dias…
Há dias em que até dá para conversar com o condutor do lado, hoje foi um deles…
Mas melhor que horas no transito foi chegar ao café e constatar que os franceses cantam rap…
RAP em francês, lindo, atenta à letra, não pude deixar de parecer louca a rir sozinha num café deserto … então não é, que no ecrã, uma senhora a imitar um qualquer rapper americano cantava qualquer coisa como:
“posso-te dar umas palmadas no rabo, posso posso…
sem pagar está claro,
porque não há dinheiro para profissionais…
por isso vira-te e toma…”
Depois disto,…, aparecem mais a dizer NAN NAN NAN….
Lindooooo
Bem que eu dizia que o romance passou de moda, ora se até os franceses, românticos por natureza, se dedicam a palmadas de borla…
Não há romance que resista…
Também eu, acontece-me quase todos os dias…
Há dias em que até dá para conversar com o condutor do lado, hoje foi um deles…
Mas melhor que horas no transito foi chegar ao café e constatar que os franceses cantam rap…
RAP em francês, lindo, atenta à letra, não pude deixar de parecer louca a rir sozinha num café deserto … então não é, que no ecrã, uma senhora a imitar um qualquer rapper americano cantava qualquer coisa como:
“posso-te dar umas palmadas no rabo, posso posso…
sem pagar está claro,
porque não há dinheiro para profissionais…
por isso vira-te e toma…”
Depois disto,…, aparecem mais a dizer NAN NAN NAN….
Lindooooo
Bem que eu dizia que o romance passou de moda, ora se até os franceses, românticos por natureza, se dedicam a palmadas de borla…
Não há romance que resista…
Pensaste que sim...
Pensaste que sim, que realmente ias conseguir voltar… pensaste que sem pressas, sem ilusões, sem mundos, tudo voltaria ao que era,…, pensaste que sim….
Ias começar de novo, num lugar diferente, com pessoas que nem conhecias…
Pensaste que se ninguém te visse tu também não ias ver ninguém…
Pensaste que sim, que mais cedo ou mais tarde quem te visse te ia acolher…
Pensaste que sim….
Pensaste mal…
Ias começar de novo, num lugar diferente, com pessoas que nem conhecias…
Pensaste que se ninguém te visse tu também não ias ver ninguém…
Pensaste que sim, que mais cedo ou mais tarde quem te visse te ia acolher…
Pensaste que sim….
Pensaste mal…
Filme****
O filme é bom… de um humor puxadinho com piadinhas sarcásticas e personifica perfeitamente certas pessoas…
Contado por aqui perde toda a piada… é uma história simples, de um homem de negócios que torna a casa do tio que morreu… ai reencontra o passado que enterrou ao longo do tempo com a arrogância que o trabalho lhe impôs…
Apaixona-se e pronto… básica a história… simples e simplesmente bela…Aconselho… vão ver
Contado por aqui perde toda a piada… é uma história simples, de um homem de negócios que torna a casa do tio que morreu… ai reencontra o passado que enterrou ao longo do tempo com a arrogância que o trabalho lhe impôs…
Apaixona-se e pronto… básica a história… simples e simplesmente bela…Aconselho… vão ver
terça-feira, outubro 31, 2006
Sinto falta
Dos amigos fala-se sempre, para sempre….
Sinto falta disso, dos amigos.. das pessoas que nos ouvem, que falam, que estão…sinto falta de estar lá… no lugar certo a fazer a coisa certa… com tudo a bater certo…
Sinto a falta do mundo a girar na sua rota, sinto a falta de cafés.., de conversas sem nexo, de tirar o nexo ás conversas sérias…
Sinto a falta de tanto… de tudo… de voltas e voltas á volta do mesmo….
Sinto a falta de falar,… falar a sério, com pessoas que sabem o que sou e pronto….
Sinto falta… sinto sim… muita… de rir… rir a sério de coisas a brincar…
Sinto falta de chorar sem ser preciso cair lágrimas, sinto falta dos abraços, dos braços, dos gritos….
Enfim…. Sinto a falta de pessoas… das minhas pessoas… das pessoas que habitam o meu mundo…
Sinto falta disso, dos amigos.. das pessoas que nos ouvem, que falam, que estão…sinto falta de estar lá… no lugar certo a fazer a coisa certa… com tudo a bater certo…
Sinto a falta do mundo a girar na sua rota, sinto a falta de cafés.., de conversas sem nexo, de tirar o nexo ás conversas sérias…
Sinto a falta de tanto… de tudo… de voltas e voltas á volta do mesmo….
Sinto a falta de falar,… falar a sério, com pessoas que sabem o que sou e pronto….
Sinto falta… sinto sim… muita… de rir… rir a sério de coisas a brincar…
Sinto falta de chorar sem ser preciso cair lágrimas, sinto falta dos abraços, dos braços, dos gritos….
Enfim…. Sinto a falta de pessoas… das minhas pessoas… das pessoas que habitam o meu mundo…
Para ti...
Para ti… há tanto tempo que não te digo nada, há tanto tempo que sai daquele caminho que me obrigaste a prometer que nunca deixaria…
Há tanto tempo que te desiludi… há tanto tempo….
Mesmo depois de tanto tempo, de tanta ausência, de tanto tudo e tanto nada…
Voltei, como sempre… depois de cada tempestade… estarei sempre aqui, não no teu caminho como nas outras vezes… mas aqui.. onde me deixaste da ultima vez que quebraste tudo…
Deixa-me que te conte, que te explique, ainda que sem argumentos, que nem sempre o caminho mais fácil é o melhor…
Eu que sempre disse que jogar pelo seguro é o melhor… como se muda de ideias não é?!?!?
Arrisca… tenta… o seguro é o correcto, mas será o melhor?? …quando te sentares, depois, quando a tormenta passar e navegares num mar de rosas, vais realmente ter a certeza de que calmaria te sabe melhor agora, depois da tormenta… depois de arriscares…
Há tanto tempo que te desiludi… há tanto tempo….
Mesmo depois de tanto tempo, de tanta ausência, de tanto tudo e tanto nada…
Voltei, como sempre… depois de cada tempestade… estarei sempre aqui, não no teu caminho como nas outras vezes… mas aqui.. onde me deixaste da ultima vez que quebraste tudo…
Deixa-me que te conte, que te explique, ainda que sem argumentos, que nem sempre o caminho mais fácil é o melhor…
Eu que sempre disse que jogar pelo seguro é o melhor… como se muda de ideias não é?!?!?
Arrisca… tenta… o seguro é o correcto, mas será o melhor?? …quando te sentares, depois, quando a tormenta passar e navegares num mar de rosas, vais realmente ter a certeza de que calmaria te sabe melhor agora, depois da tormenta… depois de arriscares…
Tinha que comentar o comentário… eu bem que sabia que falar do que não sei ia resultar mal…
E logo me meti eu a falar do amor…
Pois bem, admito… desconheço do que se trata, e se sei.. com certeza que me passou ao lado…, gabo-lhe a sorte,…, porque tenho a certeza que dava cabo dele… :P
Por isso, cara Marisa, não desacredito o amor… só falo do que não sei… como sempre…
No entanto… olha, aqui vai mais um poema de amor… bem ou mal…
"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
e que nele posso navegar sem rumo,
não respondasàs urgentes perguntas
que te fiz.
Deixa-me ser feliza
ssim, já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
o nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada..."
Miguel Torga
E logo me meti eu a falar do amor…
Pois bem, admito… desconheço do que se trata, e se sei.. com certeza que me passou ao lado…, gabo-lhe a sorte,…, porque tenho a certeza que dava cabo dele… :P
Por isso, cara Marisa, não desacredito o amor… só falo do que não sei… como sempre…
No entanto… olha, aqui vai mais um poema de amor… bem ou mal…
"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
e que nele posso navegar sem rumo,
não respondasàs urgentes perguntas
que te fiz.
Deixa-me ser feliza
ssim, já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
o nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada..."
Miguel Torga
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