quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Pessoas

É oficial que não gosto de pessoas novas, não gosto de conhecer novas pessoas, não gosto de ter que descobrir um novo feitio, não gosto que pessoas novas vejam e imaginem o meu feitio...
Gosto das minhas pessoas antigas, dos amigos que me acompanham há anos..., dos que me viram desde o primeiro dia de aulas na primária e me perguntaram se era cigana...
Gosto das minhas pessoas antigas que cresceram comigo, que eram "putos" e eu crescida...
Gosto das minhas pessoas antigas que corriam escada a baixo porque se batia na parede/tecto...
Gosto das minhas pessoas menos antigas que têm da mesma fita cola que eu e na faculdade não nos largávamos...
Pensava que tinha o meu mundo de pessoas cheio, nem mais nem a menos, o suficiente..
Mas as pessoas novas vão aparecendo, mais..., as pessoas novas tornam-se pessoas antigas... e o ciclo vai alargando... pessoas novas em amena cavaqueira com pessoas antigas.. e eu orgulho-me das minhas pessoas...




"...Não, o meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele nem cabem as minha dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos."

(Drummond, Sentimento do Mundo)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Origami

Explicam-me porque é demoram meses a chegar folha de cor??
simples folhas de cor...
Origamis brancos

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

unhas de gel


Eu quero, não sei bem porque motivo, alias podem ser vários
Não sei pintar as unhas (ficam horríveis);
Não tenho paciência para ir todas as semanas á manicura ( além de que mal saio porta fora... já tenho 3 ou 4 a precisar de pintar novamente...)
A A (que me pinta as unhas á noite no café e que faz um magnifico trabalho por sinal..., qualquer dia manda-me dar uma volta... lolol)
No trabalho não gosto de ouvir bocas do tipo - "isso são unhas que se apresente numa dra?"
Enfim... está decidido... unhaca de gel


Outra vez a casa

O Fim de semana foi fantástico para ficar em casa, sem fazer nada... só a dormir e pouco mais.., e acredito que uma grande parte dos portugueses foi isso que fez, mas eu não... grrrr
Acordei cedo no sábado e além de ter partido o salto da bota, aproveitámos o dia... com direito á compra da casa de banho e tudo :)

Actualmente nada de mais me acontece... e se faço deste blog um blog diário correm o risco de só lerem coisas da casa... :P

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Informação Importante II

A parede do duche está erguida e quase (quase) pronta...
Além disso a cozinha ganha forma..., os arcos começam a ficar redondos.. as paredes com cimento.



..

Madeira


E lá foram os pais para a Madeira.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Pressa para quê?


Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.


Não, não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega - Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.

Alberto Caeiro

Vai e Volta

Vem quando quiseres, quando tiveres tempo, quando tiveres vontade..

Vem quando ninguém te quiser abrir os braços, quando o tempo te escapar por entre os dedos, vem quando te faltar a vontade..

Vem quando entenderes que onde estás não estás bem...

Vem depressa, devagar... ou se achares melhor não venhas, não voltes nunca a bater á minha porta, não voltes a sentar-te em frente a mim, não voltes a contar o que te passa pela alma, não voltes a pedir que te cante, que te faça sentir em casa...

Faz o que quiseres... Como te disse quando partiste vai e volta a teu bel-prazer...

Os amigos são para ficar nos sítios de sempre, á espera que os amigos voltem, sem culpas.

Os amigos são para ficar nos sítios de sempre á espera, com abraços, com um café e um sorriso acolhedor...

Vai e volta...

A família Moderna

Acima de tudo e mais alguma coisa não conseguimos sobreviver sem amigos... e os amigos escolhemos nós, ou são eles que nos escolhem (e isso é fantástico).

É a dita família urbana ou dos tempos modernos, como lhe queiram chamar. Podemos perfeitamente estar 2, 3 ou 4 dias sem dar cavaco aos pais ou familiares..., mas há qualquer coisa que nos leva a falar praticamente sempre com a nossa família escolhida.

Os amigos estão sempre lá, para o bem e para o mal... para o abraço ou por e simplesmente para nos chamarem nomes feios se for necessário.

Mas que raio de amigo se é quando se percebe que se pode estar a mais e não se sai?!!? ser amigo também é sair de cena quando a cena já não é nossa..., é deixar de ir aos mesmos sítios se isso incomoda a restante família dos amigos... e deixar de estar, ficando sempre...

A família moderna, somos nós que a fazemos... e quando se faz, faz-se para tudo...

Os meus amigos são acima de tudo parte da minha vida para o bom e para o mau..., para estar e deixar ir...

Casinha Nova

Alguém me consegue dar vantagens de viver em moradia?? é que hoje só vejo coisas que são tudo menos vantagens.... porque é que não optei por um apartamento??

Este boneco sou mais ou menos eu...

mas eu levava uma toca de banho na cabeça...

ai vidinha

Eu já - Parte II

  • Comi gelado no inverno;
  • Cai de bicicleta;
  • Apanhei uma pistola do chão;
  • Vi alguém disparar;
  • Fugi de um cão;
  • Me afastei de amigos que adoro;
  • Tive crises de pânico e ansiedade;
  • Rachei o pé;
  • Engoli em seco;
  • Engoli sapos;
  • Disse sim a pensar não (e vice versa);
  • Chorei a ver um filme;
  • Escrevi pelo menos um poema;
  • Estive num retiro espiritual;
  • Bebi bem;
  • Me arrepiei com muita coisa;
  • Parti copos por estar zangada...

Uma desgraça nunca vem só

Uma desgraça nunca vem só, é a frase indicada..

Ora não bastava eu estar com o pingo no nariz, a tosse que parece vinda da planta dos pés.

Agora cada vez que tusso e meto a mão á frente pareço aquela avós com a mania que são tias e esticam o mindinho...

Calma, não é prepositado, é a ligadura que me obriga a ter o dedo "firme e irto como uma barra de ferro".

Passo a explicar, ontem á noite ia eu ajudar a salvar o planeta, leia-se meter garrafas no vidrão, quando a puta de uma garrafa partida me cortou o dedo mindinho. Quando olho para o dedo... Tcharammm... havia qualquer coisa a mais... ou a mais ou fora do sitio... massa muscular para o enfermeiro, gurdura do dedo para mim...

Enfim.. cá ando eu de dedo esticado...

Informação Importante I

EU JÁ GOSTO DE CHÁ!!

Pecados

Já que a mim ninguém me propõe nada.. aqui está um desafio que vi em algum lado... também já o passei á A

Gula - gula?? mas daquela de comer muito ou de comer bem... de comer comida ou doces?!? enfim sofro deste pecado adoro comer, petiscar e afins!!!!

Avareza - Não sou nada avarenta, não gasto nem a mais nem a menos... gasto o que tenho.. lol

Inveja - Não é coisa que me afecte... nada mesmo... nem mesmo quando vi aquela mala fantástica que ficava pessimamente na mão da senhora que a levava...

Ira - Normalmente sou calma e comedida quer dizer... normalmente não entendo que deveria de ser agressiva... , mas se me pisam os calos tenho acessos de raiva... e como é habitual dizer: quem me caga suja não me limpa

Soberba/orgulho - Sim, sou orgulhosa... definitivamente o nariz empinado faz parte do meu mau feitio... não dou o braço a torcer... e o "tinhas razão" custa a sair

Luxúria - Agora não da para isso

Preguiça - Também não é mal que me afecte..

Eu já

Eu Já (parte I)

Tanta coisa que já fiz e que me fizeram, vou tentar ser curta.. a ordem não será propriamente por ordem de importância..

EU JÁ

  • Tomei banho na praia á noite;
  • Mergulhei numa piscina ás 5 da manha;
  • Fiquei com o travão de mão na mão (partido é claro.. meiga eu...);
  • Andei com uma pedra a fazer de calce (tinha o travão de mão partido.);
  • Ri até não poder mais;
  • Chorei a rir
  • Fui pedida em casamento;
  • melhor com direito a tuna;
  • Me perdi no metro;
  • Dei o lugar no autocarro, no metro...;
  • Dei um beijo (é importante) e eu gosto dos beijos do meu amor;
  • Fugi da policia com a 4 L com 10 pessoas e pés de fora;
  • Estacionei num lugar para grávidas (feia e má...lol);
  • Espatifei o carro contra o separador central;
  • Dei 160 com o meu pópó com as portas quase a cair;
  • Mudei uma fralda;
  • Tive um (muitos) jantar (es) romantico (s);
  • Ouvi piropos na rua;
  • Ouvi piropos porcos na rua;
  • Mandei po c**ª**ª quem me mandou os piropos;
  • Fugi de casa para ir á discoteca;
  • Menti e fui apanhada;
  • Menti e não fui apanhada mas também não tirei grande partido disso;
  • Fiz cábulas;
  • Copiei em frequências;
  • Ajudei alguém a atravessar a estrada;
  • Fiz boas acções;
  • Comi sopa de ninho de andorinha (não repeti a experiência);
  • Percorri Km para dar um miminho de amiga;
  • Comi um Bronhol (é outra categoria);
  • Estive sentada no Colombo á espera que as portas das lojas abrissem;
  • Recebi o Diploma da Faculdade;
  • Fiz alguém feliz;
  • Fiz alguém menos feliz;
  • (segundo consta) Fiz alguém infeliz;
  • Sonhei acordada;
  • Vi o pôr do sol;
  • Vi o nascer do sol;
  • Já ri até fazer chichi nas cuecas;
  • Sorri para estranhos;
  • Levei abraços de grupo;
  • Tive festas de ano surpresa;
  • Fingi estar surpreendida com a festa de anos surpresa;
  • Tenho um grupo de amigos que adoro;
  • Fiz dezenas de actas;
  • Pintei um quadro;
  • Plantei uma árvore;
  • Ajudei um borrego a nascer;
  • Adoptei uma família de gatos;
  • Roubei uma fruta de uma árvore;
  • Conduzi sem carta (num caminho privado é certo);
  • Fui a Berlim com amigos;
  • Fui a Paris;
  • Fui a muitos sítios;
  • Fui a uma despedida de solteiro;
  • Fui a casamentos de amigos;
  • Tirei fotos "estranhas";
  • Fui a um funeral de amigo(s);
  • Cantei em publico ( e não foi em karaoke);
  • Cantei no Karaoke;
  • Fiz baptismo de mergulho;
  • Disse a coisa errada no momento errado (ai tantas e tantas vezes);
  • Fiquei pendura numa corda a descer uma parede;
  • Liguei para números ao calhas a alta horas;
  • Comi bolas de berlim na praia;
  • Adormeci a boiar;
  • Fiz canoagem;
  • Adormeci um bébe;
  • Fiz a minha sobrinha rir;

Amanha continua

Conversas

T-"estás com um ar cansado.;

eu - não... nem por isso.

T- tens dormido bem?

eu - sim, se calhar é de estar meio adoentada..

T - pois..

eu - pois..

T - estás preocupada com o casamento?!? casar não doi.. só temos é que acordar com eles todos os dias.

(cara de caso)

Foi a mãe do D que teve esta conversa...

Vermelho

Também quero um bâton vermelho...

Vamos comprar um hoje A?

Uma mal educada nunca vem só

Ainda me estava em a recompor da senhora do arquivo de identificação e da sua má educação... Quando á hora de almoço vou ao centro de saúde buscar umas receitas de umas utentes e a senhora do atendimento me diz aos berros:

" Nome do médico?? sem o nome do médico não posso ver"

eu, já com a mania de ser simpática porque o problema é meu..., duas vezes num dia é muito..

Explico á senhora que eu mando as receitas ao cuidado da directora e ela é que faz a distribuição, porque aliás muitos dos meus utentes não tem médico de família...

"sem o nome do médico de família não dá, ou sabe o nome ou não dá..."

eu respiro fundo e a senhora para não lhe chamar p**a grita-me

"e o nome dos utentes pelo menos sabes?? ao menos isso."

GRRR

Com toda a minha calma respondo

minha senhora se com isso do "pelo menos" queria invocar a minha incompetência, está engana, não precisa de se cansar, volto mais tarde com o nome dos médicos...

e lá fui eu porta fora a bufar e a chamar nomes feios á senhora,.., só para eu ouvir... GRRRrrrrrrr

...

Hoje levantei-me cedo, 6 e tal da madrugada, já não me levantava a esta hora desde os anos de faculdade.., era noite cerrada e lá me meti a caminho com a mãe que tem urgencia em tirar um Bilhete de Identidade Provisório - coisa que eu não sabia que existia dura um ano, será que depois podemos mudar de nome?? enfim...

Chovia que se fartava, não haviam lugares á porta... uma hora antes de abrir e já tinha uma fila enorme... lá fomos nós para a fila, á chuva, com as patinhas molhadas e frias...

Ainda tive direito a um beijinho rápido, porque o meu D quando quer é um fofo e passou lá andes de seguir para o trabalho..

Pois bem, depois de uma hora á espera, a senhora do guiché, depois de eu explicar que a mãe vai viajar e precisa do BI para o fim de semana diz (com um ar muito ofendido, como se eu tivesse um grave atraso mental):

" Minha senhora, tem que esperar até 3 semanas antes de supostamente lhe entregarem o cartão único"

Ora, isso é exactamente 3 meses e qualquer coisa depois deste fim de semana..

Volto a explicar que preciso para este fim de semana.. e a senhora, agora já vermelha de raiva, levanta a voz e diz:

" é a lei, não posso fazer nada, tem que esperar.."

Eu com muita calma, provavelmente com um papel escarrapachado na cara a chamar uma data de nomes bonitos á senhora (o mais soft que me vem á memória é burra...), mas com muita calma mesmo, falei mais devagar, como se fala com as crianças pequenas. EU PRE CI SO DO BI PARA ESTE FIM DE SEMANA...

A senhora lá se convenceu e deu o impreeso para preencher e ir a outra senhora não menos simpática...

Eu a pensar que já me tinha acontecido tudo, no guiché ao lado, um senhor com cerca de 60 pede ajuda á funcionária para preencher o papel e não é que a otária da senhora se mete aos berros, quando eu digo aos berros estava já tudo a olhar para ela, "O senhor é que tem que preencher... tem que saber escrever e ler... o senhor sabe escrever de certeza. preencha mas é isso"

O senhor muito baixinho voltou a dizer que não sabia e a mulher grita ainda mais alto que ele tem que saber...

O senhor sai, cabisbaixo e envergonhado do balcão para a rua...

Já eu bufava baixinho, quando a inteligencia do "tem que saber ler" se vira para mim, "já viu isto?!? claro que ele tem que saber ler"

GRRRRRRR

Calmaaaaaaaaaaaaaa, muita calma...

Qual calma..., a mim saí-me tudo pela boca fora

"não, desculpe lá... o senhor não tem que saber ler, não tem que saber escrever... a senhora é que tinha que o ajudar."

Sra do tem que saber ler - "passam por aqui muitos que só para não terem trabalho dizem que não sabem, a senhora não tem noção"

" tenho noção sim, sou AS também trabalho com muitas pessoas, mas a sua obrigação era ajudar o senhor, mesmo que fosse por ele não lhe apetecer.."

Virei a cara e não lhe liguei mais...

Mau humor numa segunda de manhã.... credo. ... depois não querem que se diga mal dos funcionários públicos... Eu quando for grande não quero ser assim..

Logo á tarde já há o

Coisas


Achamos demasiadas vezes que somos mais do que realmente valemos.
Tomamos decisões que não nos competem, tomamos partido do que não devemos.
Influenciamos e somos influenciados.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Amigo (a)




Depois de hesitar
Peguei no telefone e liguei
Para conversar
Estou?!
Está?!
Tu não estás bem, não enganas ninguém
Conta lá o que é que a vida te fez agora
Aparece por cá, bebemos um chá
e o frio fica lá fora...

Ah, tu tens sempre uma cura
Ah, nenhum mal perdura
Para lá do tempo, tudo leva o vento
Só fica um amigo, um sexto sentido
E um lamento...

Sabes eu não tenho andado nada bem
Sentir que alguma coisa molha os teus olhos
Molha os meus também
Eu sofro por ti, eu sofro contigo
Há quem diga que esta dor é telepatia
Mas eu juro que é amor

Lamento dizer
que tu vais sofrer para te encontrares
lamento saber que vais perceber
que na vida também há azares


André Sardet

A importância de cada segundo


“O desejo profundo, o desejo mais real é aquele de se aproximar de alguém. A partir daí, começam a ocorrer as reacções. O homem e a mulher entram em jogo, mas o que acontece antes – a atracção que os juntou – é impossível de explicar. É o desejo intocável, no seu estado puro.


Quando o desejo ainda está nesse estado puro, homem e mulher apaixonam-se pela vida, vivem cada momento com reverência, e conscientemente, sempre à espera do momento certo de celebrar a próxima bênção.


Pessoas assim não têm pressa, não precipitam os acontecimentos com acções inconscientes. Elas sabem que o inevitável se manifestará, que o verdadeiro encontra sempre uma forma de se mostrar. Quando chega o momento, elas não hesitam, não perdem uma oportunidade, não deixam passar nenhum momento mágico, porque respeitam a importância de cada segundo.”


Paulo Coelho, Onze minutos

Simples como um conjugar de verbo

Eu gosto

Tu gostas

Ele / Ela gosta

Nós gostamos

De que cor será o dia de amanhã


Pergunto-me tantas vezes "de que cor será o dia de amanha", não me interessa assim tanto o tempo, interessam-me as cores que o céu vai ter e consequentemente o a cor que vai reflectir nas pessoas.

Aliás, ainda ontem a A (que por sinal também dedicou um post a este tema) estava com um ar cinzento fruto de um dia cor tristeza ou coisa que o valha.

Disse-me ela que era da Lua e do tempo...

São as cores dos dias.... são os dias cor de melancolia, os dias cor tristeza, solidão, utopia, os dias cor de riso, os dias cor de jantar com amigos...

Tanta cor de de dia... e dia após dia... o querer saber a cor do novo dia..

terça-feira, janeiro 27, 2009

Guerra dos Sexos

Definitivamente o conceito "guerra dos sexos" não quer dizer o que sempre pensei...não implica guerra entre o sexo feminino e o masculino por si só... é guerra pelo sexo...

Há pois é... e as combinações são infinitas ou há guerra porque ELE só pensa nisso e ELA não está para ai virada, ou porque ELA só pensa nisso e ele não tem assim assim tanta vontade.

Com certeza que as coisas sem guerras e sem sexo não teriam nem metade da piada, mas em guerra por tudo e por nada sempre com o sexo como motor, cansam... e nada como uma noite, ou dia, ou tarde de sono sexo para acalmar a guerra.

É Oficial


É oficial...

Estou atrasada...

Ontem fui á EXPO NOIVOS (para quem não sabe, caso este ano com o meu pequenino)

e pelo que entendi, já devia de pelo menos ter procurado o vestido... sim porque gabo a imaginação de quem faz vestidos de noiva... como é possível para um simples vestido branco haver tanta variedade... quando eu digo tanta é tanta mesmo... aliás.. trouxe umas revistas que se tivessem vindo na minha 4 L não conseguiria andar a mais de 40 Km/ h

Em busca da Praça de Espanha perdida

Sexta feira á tarde, saio do trabalho com o mano dispostos a comprar as máquinas do café respectivas... até aqui tudo bem.... sabiamos perfeitamente que queriamos ir para o el corte ingles, o único que ainda estaria aberto á hora que lá ia-mos chegar...

A odisseia começa quando.... "T tens que ir para a Praça de Espanha é mais fácil e não se apanha tanto trânsito..."

Ora eu que me perco dentro do meu próprio quarto (não tanto mas quase) a dar indicações ao homem dos mapas e sentido de orientação apurado...

E não é que nos perdemos...., mas a culpa não foi minha....

Andámos ás voltas até entrar naquelo fantástico parque de estacionamento que mais parece um escorrega aquatico....

Compras feitas, toca a voltar para casa e............ "T agora podemos ir pela Praça de Espanha para irmos a direito para não nos perdemos..."

Qual Praça de Espanha?!?!? outro caminho qualquer " Oh mana, tu e a Praça de Espanha, a não sei onde estou vez"...

Até que finalmente encontramos um outdoor que diz "SORRIA ESTÁ EM ESPANHA"

"Fogo mana, estava a ver que não... "

Outras histórias

"Chegaste. Eu não te esperava. Contigo trouxeste a ternura, o desejo e, mais tarde, o medo. Chegaste e eu não conhecia essa ternura, esse desejo. Em casa, no meu quarto, neste quarto, revi os teus olhos na memória, a ternura, o desejo. E, depois, aquilo que eu sabia, o medo. E passou tempo. Eu e tu sentimos esse tempo a passar mas, quando nos encontrámos de novo, soubemos que não nos tínhamos separado"



José Luís Peixoto - Antídoto

"Seis de Seis"

"Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.
Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam.
Os dados caíram quando levantaste o copo e eu vi no chão seis e seis, vi-te a apanhar os dados e a rir, ouvi a tua voz e quando começámos a conversar, percebi que os dados estavam certos.
(...)
Eu gosto de te conhecer e de te perceber, porque és diferente dos outros homens e tu gostas que eu te entenda melhor do que as todas as mulheres. E gostamos de estar um com o outro; à mesa, em casa, com amigos, sem amigos, com sono, sem sono, mas sempre perto quando estamos perto, mesmo que fiquemos longe quando nos afastamos.
(...) digo-te agora e sem rodeios, fica comigo mais uma vez, vem rir do mundo e adormecer nos meus braços, abrir o teu coração e sonhar acordado, vem ter comigo hoje, porque eu quero lançar outra vez os dados e aposto que vai dar seis e seis outra vez, porque os dados nunca se enganam
e a amizade é o amor sem preço e sem prazo de validade. "

Margarida Rebelo Pinto- "Seis e Seis"

Tijolo de Vidro

Uma pequena maravilha que ontem fomos comprar... destes e uns em bronze, ja parti um, mas a parede não há-de dar pela sua falta....

Á saída da caixa para pagar:

Senhora da caixa: - 3 caixas com 10 tijolos cada, tenho que ligar para o meu colega para me dar a referencia...

estou, preciso da referencia dos tijolos de vidro

rápido que eu não estou a brincar

a sério dá-me lá

sim, mas o codigo de barras que está na caixa não passa

sim

mas vá, não estou a brincar, dá-me lá o código

as pessoas estão á espera

1222878664222135441

ok

vá obrigada

Pega na máquina calculadora e soprar....

Senhora da caixa: - peço desculpa o meu colega.....

já inseri 3 azulejos e agora não sei... peço desculpa...

Depois lá inseriu os outros 27....

Claro que não sem antes ter que ligar ao colega outra vez.

Ficámos com pena da senhora...

o outro gajo do lado de lá do telefone era mesmo tótó...

Coisas Boas

Mandaram-me par ao mail uma daquelas mensagens de corrente, não quebrar se não morre-se daqui a 110 anos... No entanto a ideia esta gira, basicamente são coisas boas da vida....

Ora aqui ficam algumas das coisas boas (para mim) da vida:

  1. Rir até não poder mais;
  2. Estar-se apaixonado;
  3. Poder-se lançar a mão para o lado e encontrar outra mão (a tua, que encaixa na minha);
  4. Amigos;
  5. Ver os amigos felizes;
  6. Uma noite de copos com os amigos;
  7. Ficar na cama quando está a chover;
  8. A sobrinha linda;
  9. A família;
  10. Ter o pijama quente;
  11. Encontrar pessoas simpáticas;
  12. Dizer obrigada por qualquer coisa e a outra pessoa responder com um sorriso;
  13. Ouvir miúdos a rir;
  14. Chegar ao trabalho e ainda não estar ninguém no edifício (poupam-se beijinhos e conversas de circunstancia);
  15. Encontrar dinheiro no casaco que só se vestiu o ano passado;
  16. A praia;
  17. Tomar banho na praia á noite;
  18. Ficar numa esplanada a olhar para a areia;
  19. Noites de gajas, com conversas de gajas, bebidas de gajas...
  20. Ter sido pedida em casamento ao som de uma tuna;
  21. Ficar sentada sem nada para fazer, nem ninguém para falar;
  22. Ouvir música;
  23. Ler um livro numa noite para saber como é o final;
  24. Rir por nada em especial;
  25. Rir baixinho sem emitir ruídos estranhos;
  26. Conduzir a ouvir musica alta e a fumar sem ninguém ver;
  27. Ir a concertos;
  28. Ver o sol nascer;
  29. Sentar na relva e conversar;
  30. Sentimento de dever cumprido;
  31. Ver ao fim de uma manha que consegui fazer o trabalho que alguém tinha programado para a semana toda;
  32. Encontrar pessoas que não vejo há anos;
  33. Oferecer presentes;
  34. Ouvir música que me deprime por algum motivo passado e pensar..., então miúda... já passou;
  35. Ver fotos antigas e pegar no telefone para ligar aquele amigo que já nem sei onde anda;
  36. Organizar o dia numa folha de agenda e ir cortando o que está feito;
  37. Sentir que alguém é feliz porque eu fiz alguma coisa por isso;
  38. Descobrir que as pessoas que são as minhas pessoas, serão sempre para mim o mesmo, apesar de tudo e mais alguma coisa;
  39. Poder pensar que se comer um bolo ás escondidas as calorias não me afectam porque ninguém viu....

Amanha continuo a lista

Isto de fazer a lista fez-me sorrir

Uma ida ao IKEA

Finalmente entendi a parte de que o IKEA é um mundo...

Ontem depois de comprar os tecidos para embrulhar as bolas, depois de comprar as bolas e os sacos onde se vai meter as bolas com o tecido.

Rumamos ao IKEA, trânsito e mais trânsito, tudo bem, é um dia de semana, as pessoas trabalham...

Chega-se ao IKEA, ontem foi terça- feira, as pessoas trabalham, e para se estacionar espera-se que saia um carro, o D também só estaciona á porta..., mas....., numa terça feira deviam de haver centenas de lugares vagos.... GRRRR

Enfim, chegamos os 3 ao IKEA, sim porque a A foi arrastada connosco e obrigada a participar na busca pela cozinha amarela e a casa de banho preta...

Depois de "mobiladas" duas divisões e o nosso trabalho feito saímos para o parque de estacionamento e o parque continua cheio- o IKEA é realmente o mundo de muita gente... até á terça-feira....

terça-feira, dezembro 23, 2008

Em 2008

Parado no tempo este canto resiste... acompanhado de visitas mais ou menos inesperadas.

Mais de um ano depois...

quinta-feira, novembro 15, 2007

















Desse lado, respiras suavemente num sono profundo… ouço o ar a entrar e a sair do teu corpo, transportando-te a vida…



Não desligo o telefone, sabe-me bem sentir-te, ainda que longe.



Viro lentamente as páginas do livro que leio, com receio de te tirar desse sono tão descansado…



Deixo-me estar em silencio, sem prestar grande atenção ao que leio, embalada pelo ar que te entra corpo adentro, como que esse mesmo ar fosse o ar que respiro…



Pouso o livro, li demasiadas vezes a mesma frase…



Deixo o teu sono influenciar o meu e adormeço a ouvir-te sonhar…

Deixa-me amar-te no meu silêncio, sem as palavras certas…
Deixa-me amar-te no meu mundo sem o mudar…
Deixa-me amar-te no som certo do teu respirar…
Deixa-me amar-te no som dos nossos risos, na brancura dos nossos dentes…
Deixa-me amar-te em silêncio, em gritos…
Deixa-me amar-te como sei… como sou

Às Vezes



"Às vezes não me ouves


mas não faz mal


Depois eu exagero mas não é por mal


E se eu disser que não quero mais


É mentira...


Eu nunca te entendi, nem posso entender


Tudo o que eu faço, é gostar de ti


Sei que posso errar, dou o braço a torcer


Mas não te esqueças neste barco somos dois


Baby calma aí, não sou sempre eu


Muitas vezes quis falar contigo mas não deu


Só te peço o mesmo que me pedes a mim


Se me amas sei, que será assim


Às vezes não me ouves mas não faz mal


Depois eu exagero mas não é por mal


E se eu disser que não quero mais


É mentira...


Podemos discutir, isso é normal


Depois quando fazemos pazes é tão especial


À noite ao deitar, mesmo sem tocar


Sei que estás ao meu lado posso descansar ~


Tens razão, já passou


Dissemos tanta coisa, às vezes sem pensar


No final o que interessa é o sentimento


E o que sentimos não da para explicar..


Vou fazer tudo para não te perder


Sem te tocar não faz sentido viver


Nem que o Mundo caia sobre nós


Estaremos juntos...


Só tu podes ser a luz do meu coração


Basta querer, está tudo na nossa mão


Agora eu sei que é amor,


só podes ser tu,


e quando parecer o fim


Lembra-te...


Às vezes não me ouves mas não faz mal


Depois eu exagero mas não é por mal


E se eu disser que não quero mais


É mentira...


É mentira...


É mentira...


É mentira...


É mentira..."

coisas totos



Na realidade gosto mesmo de ti… não gostar simplesmente… gosto-te mesmo… amo-te..
Gostar gosto dos meus amigos, tolero alguns colegas, os conhecidos, convivo com os vizinhos e afins… mas de ti gosto mesmo…aquele gostar que se fala nos filmes, nos livros…

Ver-te chegar é um prazer que desliza pelo tempo, aconchegando-me; chegas de repente, agradável e doce como uma brisa quente ou uma boa notícia.

Não ajo nem falo romanticamente, como naqueles filmes a preto e branco que os românticos incuráveis assistem vezes sem conta… mas mergulho no teu olhar aconchegando-me no teu abraço, moldando a tua alma na minha. E deixo-me estar nesse abandono de tudo, respirando somente o ar leve à nossa volta…

quarta-feira, setembro 05, 2007

Nalgum Lugar Perdido - Mafalda Veiga



Olhar-te um pouco

Enquanto acaba a noite

Enquanto ainda nenhum gesto te magoa

E o mundo for aquilo que sonhares

Nesse lugar só teu

Olhar-te um pouco

Como se fosse sempre

Até ao fim do tempo, até amanhecer

E a luz deixar entrar o mundo inteiro

E o sonho se esconder

Nalgum lugar perdido

Vou procurar sempre por ti

Há sempre no escuro um brilho

Um luar

Nalgum lugar esquecido

Eu vou esperar sempre por ti


Enquanto dormes

Por um momento à noite

É um tempo ausente que te deixa demorar

Sem guerras nem batalhas pra vencer

Nem dias pra rasgar

Eu fico um pouco

Por dentro dos desejos

Por mil caminhos que são mastros e horizontes~

Tão livres como estrelas sobre os mares

E atalhos pelos montes

Nalgum lugar perdido

Vou procurar sempre por ti

Há sempre no escuro um brilho

Um luar

Nalgum lugar esquecido

Eu vou esperar sempre por ti
Provavelmente pela milésima sento-me em frente ao computador, queria acima de tudo descrever um dia bom, um estado de espírito eufórico, qualquer coisa…

Mas porque é que é sempre mais fácil descrever coisas más, tristes, dias maus, estados de espírito deprimentes…

Poderia dizer que no rosto se expande um sorriso estúpido, poderia sim… mas quem conseguiria imaginar tal expressão?!? Não seria muito mais palpável dizer que me corre uma lágrima pelo rosto?!?

As pessoas são complicadas, o mundo é complicado…gira e torna a girar, dá voltas sobre si próprio,… é tão mais fácil complicar as coisas… é tão mais simples…

E quando se encontra a lógica do mundo rodar sobre si mesmo, quando se admite que as pessoas são complicadas como o mundo e deixamos de querer mudar as pessoas para as aceitar como dão?!!? O que se faz quando as coisas fazem sentido?? como se descreve??

Eufórica…, sem rostos cansados, sem lágrimas cintilantes, sem medos, sem complicações….
Eufórica…., SORRISOS
:):):):):):):):):):):):):):):):):):):):):):):):)

Como se fosse fácil


Como se fosse fácil incitas-me a voar...
Dizes que é de uma simplicidade extrema, basta bater asas e cruzar o horizonte…
Simples como respirar…
Pensa em coisas boas, dizes tu, como se fosse fácil escolher tudo o que se ama, para pensar…
Voa….
Acima de ti e de mim…
Acima do que queres e do que já tens..
Voa…
Voa…
Como se fosse fácil tirar do chão os pés.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Porque não?!?


No fundo, no fundo todos nós somos estranhos, para nós próprios…
Quando ao fim do dia nos sentamos e ouvimos uma qualquer musica que já ninguém ouve e que a nós nos acalma a alma, por algum motivo alheio..
Todos nós somos estranhos de nós próprios quando damos por nós a sorrir estupidamente para algo estúpido…
Quem de nós nunca deu por si a fazer o imaginário…
Porque não?!? Porque não atravessar o riacho e molhar os pés, porque não pisar a relva molhada, porque não brincar na areia?!? Porque não??
Porque não deixar o sorriso estúpido ancorado ás rugas da expressão atónita?!?
Porque não?!??

quarta-feira, agosto 22, 2007


"Se depois de eu morrer,

quiserem escrever a minha biografia,

não há nada mais simples! Tem só duas datas

- a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra coisa todos os dias são meus"


Alberto Caeiro
Deixa que me ausente de mim, que por um instante apenas, seja mais… seja tudo…
Que por instante apenas veja do céu o mundo…
Deixa-me sair de mim… ser mais… ser maior…
Deixa-me tocar o céu, com a leveza de um pássaro…
Deixa-me banhar no mar com a destreza de um sorriso tudo o que tenho…
Deixa-me apenas sair de mim, daquilo que sou, daquilo que não anseio sequer ser…
Deixa-me ir e voltar a ti, no aconchego daquilo que somos…
Mas não me deixes nunca…

quinta-feira, agosto 09, 2007

Fazia-me falta

Fazia-me falta um deus qualquer, um deus que me ajudasse a tocar o teu rosto…
Fazia-me falta um deus para me servir de intermédio…
Fazia-me falta estender o braço e tocar o contorno do teu sorriso que me faz sorrir…
Fazia-me falta encostar-me na poltrona que é o nosso abraço…
Fazia-me falta adormecer, com o embalar dos teus braços…

quinta-feira, julho 26, 2007


Que bem sabe, mesmo não estando tu aqui, poder abraçar-te nos meus braços.

Lembras-me


Lembras-me os passeios de fim de tarde que nunca fiz contigo.
Os cafés tardios numa qualquer mesa de café… que nunca me acompanhaste.
Lembras-me pequenas coisas de grandes significados…
Lembras-me o carro velho que não tiveste oportunidade de me ensinar a conduzir…
Lembras-me o dia de sol em que não te sentaste perto de mim para uma conversa séria…

Com tempo

Agora com mais tempo para tudo… ou não…
Regresso envergonhada ao blog, pelo desprezo a que o submeti. A falta de tempo impulsionou a um crescente afastamento…
Não li, não tive tempo…
Não ouvi novas músicas, não tive tempo…
Não escrevi, não tive tempo…
Embruteci pela falta de tempo, ou de vontade, quem sabe…
Isto de trabalhar num lugar único e mágico tira-nos alguns privilégios…
Agora, privilegiada por já não ter lugar único e mágico onde despender tempo, regresso ao blog..
Não vou dizer que regresso ao amor doce e aos amigos… porque para isso tem-se sempre tempo….

segunda-feira, abril 30, 2007

As Crianças


Olham os poetas as crianças das vielas

mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas

o que elas pedem é que gritemos por elas

as crianças sem livros

sem ternura

sem janelas

as crianças dos versos

que são como pedradas.

Sidónio Muralhain
Os Olhos das Crianças
1963



"Se Hoje fosse Domingo"

"(...) Devo dizer-te que nunca suspeitei de nada. Agora que olho para trás e tento compreender, tenho a certeza que nunca deixaste nenhum sinal, um indício qualquer, um simples olhar, qualquer coisa que me fizesse pensar. Insisto que te via todos os dias, excepto aos domingos.(...) Já não somos crianças, como sabes não foste a primeira, mas ainda te hoje repito que só a ti amei a sério. Porque razão fingiste até ao último momento? Porque motivo corrias para mim (...)com o sorriso que sempre adorei?
Não sei se quero recordar, embora tenha a certeza que nunca esquecerei. Também deves lembrar-te. (...) Quando fui ao vosso encontro, só queria não ver o que estava certo de encontrar, tu a curtir com um gajo qualquer (...).
Não houve ralhos nem zangas, gritos ou cenas foleiras. Tudo acabou com a tua frieza e o teu olhar distante, já não gostavas de mim, pronto.
Oh, como fiquei cansado! Como desejei morrer naquele instante, como senti o mundo a desfazer-se à minha volta! Quero que saibas que a raiva tomou conta de mim por breves instantes, envergonho-me mas digo-te: apeteceu-me que morresses comigo, se não eras minha não poderias ser de mais ninguém.
Depois uma estranha calma tomou conta de mim. (...)
O tempo ajuda, podes crer. Hoje é sábado sinto saudades do teu corpo. Amanhã não te vou ver, mas não faz mal, nunca te veria. O que me custa é ter que dar explicações aos meus pais, nunca poderão perceber como te amei. Os pais pensam sempre que são namoricos sem importância, não entendem como a minha vida era feita a pensar em ti. Vê lá o meu pai até disse que não há falta de mulheres! Se calhar ainda não percebeu nada...
Se hoje fosse domingo, ia à tua procura. parava a mota à esquina do restaurante e ficava a ver-te, tenho a certeza que continuas a sentar-te naquela espécie de montra. de frente para a estátua. Amanhã, olha em frente: devo estar lá, vê com cuidado, conheces-me bem, sou mesmo eu."

Daniel Sampaio in Se hoje fosse domigo - Público

terça-feira, abril 10, 2007

eternamente tu

“o tempo não sabe nada
o tempo não tem razão
o tempo nunca existiu
é da nossa invenção
se abandonarmos as horas
para nos sentirmos sós
meu amor o tempo somos nós
o espaço tem o volume da imaginação
além do nosso horizonte
existe outra dimensão
o espaço foi construído
sem princípio nem fim
meu amor tu cabes dentro de mim
o meu tesouro és tu
eternamente tu
não há passos divergentes
para quem se quer encontrar
a nossa história começa
na total escuridão
onde o mistério ultrapassa
a nossa compreensão
a nossa história é o esforço
para alcançar a luz
meu amor o impossível seduz
o meu tesouro és tu
eternamente tu
não há passos divergentes
para quem se quer encontrar”
Jorge Palma

...

O mar bate na areia, naquela carícia suave que tantas pessoas já descreveram… resulta numa nuvem branca de espuma, de sal, de areia…. De mar…

O mar faz ondas,…, aquelas ondas que no verão nos dão gozo ao saltar… bate na rocha, bate no vento… bate e rebenta onde toca…

Sentada na areia olhava para além das ondas, para além do pôr do sol… há horas que o mar batia sem descanso na arei, há horas que ela olhava para aquele mar, sem descanso….

Ao longe o sol já não se via, ao longe o mar já não se via, ao longe,…, ninguém a via…

Nós

"Nós somos a forma bonita, completa, de se cantar
Nós somos a voz e a palavra que nunca vão acabar
Cantando e amando vivendo
Com toda a vontade que é possível ter
Nós somos a forma bonita, completa, de se viver

Nós somos o ser extravasado que o nosso sentir nos dá
O mito complexificado em busca do que não há
Cantando e amando e vivendo
Com toda a verdade que é possível ter
Nós somos a forma bonita, completa, de se viver

E eu canto e eu quero o que eu canto
Eu preciso de cantar para encher essa forma
Eu sou o que eu canto
É na voz que eu rebento de mim
Alguém completado na vida
Prolongado na morte que já ninguém tem
A partir do momento em que a forma bonita
Se encheu de uma essência qualquer de ser

Nós somos a dor mais profunda que existe em todo o planeta
Mas somos também a alegria melhor que se inventa
Se alguém perguntar afinal
O que é que nós somos de tão lindo assim
A resposta é tão simples
Basta olhar pra vocês e pra mim "

Mafalda Veiga

Livro

Não me recordo de falar em livros no blog, também os livros que leio, provavelmente não interessam a ninguém, mas hoje apeteceu-me vi um título de um livro que me pareceu sugestivo, sim porque eu compro os livros com base no título.

… “Amor Liquido”, não li o livro, mas a “liquidez” saltou-me à vista e segundo consta fala acerca da misteriosa fragilidade dos laços humanos, os sentimentos que esta fragilidade inspira e a contraditória necessidade de criar laços e, ao mesmo tempo, de os manter flexíveis.

De volta

Como quem regressa de umas longas férias e encontra a casa cheia de pó, também eu regresso ao meu canto… ao meu espaço…

Pouco a pouco para tirar as teias de aranha acumuladas, limpando o pó de cada recanto, volto à carga com mais coisas estúpidas algumas, outras nem tanto…

segunda-feira, janeiro 08, 2007

O resto da vida,...

Hummm..
Há coisas que me fazem gostar realmente de pessoas… das minhas pessoas…

Há pessoas que se gosta e pronto… não preciso contar histórias de amizades a sério, que acontecem a brincar…. Daquelas amizades e daquelas pessoas que acontecem e estão para ficar…

Hoje recorri ao saco lacrimal escondido no fundo dos olhos… emocionei-me… é bom ainda estar presente nas outras pessoas, melhor ainda quando nos dizem que ainda estamos presentes, que ainda existimos, ainda que longe, ainda que tudo…

Seremos realmente cúmplices o resto da vida, de tudo, de nada….porque as almas estão entregues… porque deixam de ser precisas palavras, deixam de ser precisas frases feitas, deixa de ser preciso o que quer que seja, desde que existam pessoas que sejam o caminho de outras.

Há realmente coisas que se dão por acaso e coisas que se dão no acaso…

Gosto-te tanto…Obrigada… Gostei…

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Tu nunca te esqueças nunca

“Já não acredito em algumas palavras de mudança, mas eu que não sei muitas coisas, é bem verdade, ainda acredito em ti, no teu andar, nos teus passos, no teu caminho, nesse inseguro desperdício de certezas, pois sei que amanhã essas palavras vazias que te dizem agora serão trocadas por outras, plenas, luminosas, encostadas ao tronco de árvores honestas, gozando a sombra discreta do Sol, luz para a dor, mesmo logo depois do vento ter empurrado as nuvens, o Inverno, e serenamente a maré ter subido tão melodiosamente como a musica para nenhum instrumento, tão vagarosamente repetida que se podia ouvir a noite inteira…
Porque tu, dois olhos, olhaste firmemente, decisivamente, para depois do horizonte e no paredão, pedra junto ao mar, escreveste com a boca, letra redonda, «tu nunca me esqueças nunca» e rodeaste com alivio esse branco abandonado. E é só nisto que acredito, pois não sei mesmo muitas coisas, é bem certo, mas sei bem que o melhor remédio para continuar a viver sem por ninguém ser amado é não morrer sem amar alguém.”

Pedro Strecht

Conta-me uma história

Conta-me mais uma história, daquelas que ninguém gosta de ouvir… daquelas que me contas quando já não ouvimos as conversas em que nos incluem…
Pode ter um final infeliz, como sempre dizes que todas têm…
Começa na terceira pessoa e vai contando, até que admitas fazer parte da história, até teres o protagonismo… conta-me como foi… como te tornaste no que és…, de onde vem essa amargura que carregas nos olhos…
Conta-me uma história, pode ser a mesma, a de sempre…, a do menino ingénuo que se apaixona, que sofre, que deixa de confiar… sei lá… conta-me uma história qualquer…

Pela última vez...

Pela última vez… o levantar da cama.. a custo…
Pela última vez o banho demorado,…, as horas de maquilhagem a disfarçar as nódoas negras, ou as olheiras… ou as lágrimas….
Pela última vez o pequeno almoço na mesa, a horas, com pão fresco e leite fervido….
Pela última vez o olá…
Pela última vez o beijo repenicado na bochecha quente do filho a caminho da escola…
Pela última vez o limpar o escritório….
Pela a última vez o pegar na pistola com medo…, com duvidas…. Finalmente tudo claro… simples como um puxar de gatilho…

terça-feira, dezembro 12, 2006

olha...Pelo menos tentei...

Ás vezes sabemos tão bem o que queremos que afastamos tudo o que não queremos do nosso mundo….
Ás vezes queremos tanto uma coisa que fazemos coisas que não se fazem, que pensamos coisas que não se pensam…
Ás vezes queremos tanto…ou tão pouco…
Ás vezes estamos tão, mas tão enganados,…, e o que queremos não faz sentido…, e o que pensamos é impensável e o que fazemos é irrealizável…
Ás vezes cometemos erros, e arrastamo-nos com eles até ao fundo do mais fundo…
Mas ao menos, depois, quando se volta á tona…, podemos sempre dizer :
“-Olha…, pelo menos tentei…”

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Aimez - moi, aimez - moi

“…. Como ir embora sem magoar as pessoas sem que elas se sintam abandonadas? é um sentimento tão intenso, levamos a vida a ser abandonados, todos nós. Todos guardamos dentro de nós uma criança triste. A maior parte das vidas não tomamos atenção a esta criança, com uma sede inextinguível de amor, de ternura, de atenção.
Mozart, naquele concerto que deu para a corte francesa, toda a gente aplaudia e ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta, aimez – moi, aimez- moi. Em todos nos existe isto. A vontade que gostem de nós incondicionalmente.” (António Lobo Antunes, numa qualquer entrevista)

Não fui eu que o disse, provavelmente já o tinha pensado, não deste modo, nem nunca conseguiria expressá-lo tão bem… , mas a verdade é esta.. todos nós, mais cedo ou mais tarde teremos que admitir que só queremos que nos amem incondicionalmente.., pelo que somos…

sexta-feira, dezembro 01, 2006

correr

Passa-se o tempo a correr, nesta altura pior, mais se corre, mais pressa se tem … quer-se urgentemente chegar a lugar nenhum.
Estou sentada no café no Chiado, á espera de uma certa e determinada pessoa que se atrasou para se encontrar comigo, felizmente, prometeu-me uma mousse de chocolate…
Á minha frente passam pessoas a correr, a andar rapidamente, sapatos rasos, se salto, em cunha, de agulha, tennis,… sei lá… centenas de sapatos apressados percorrem ruas com destino sabe-se lá onde…
Não há sorrisos nos rostos, não há brilhos no olhar, a pressa é tanta que ninguém ve ninguém…
Enfim…
Moral da história… as pessoas correm e eu não tive direito a mousse… mas fomos a um japonês comer chinês e bacalhau com natas e acabámos a beber café por mais de 1e 50 € cada….

É LIMA!!!!! NÃO!!! É MORANGO!!!! lolol

domingo, novembro 26, 2006

Afinal há vida na Terra...

Que saudades…. Há quanto tempo que não saia para um bocadinho com o pessoal, com as (os) amigas (os) propriamente ditas (os)?!?!? Saudades… : )
Afinal ainda há vida na terra…, ainda há gente que fala,…, que ri,…, que entende… gostei… de falar… de estar … de contar coisas grandes e pequenas… definitivamente tinha saudades das minhas gentes.. de martinis brancos e tintos… de conversas banais e sérias… de confidencias.. de coisas e mais coisas… soube-me bem… sabe-me sempre bem….
Gosto-vos tanto…
Hummmm…. O ar está muito menos pesado… respira-se melhor… conta-se tudo e mais alguma coisa…
Quero mais… muito mais… quero muito mais… :)

sábado, novembro 25, 2006

Fernando Pessoa - Amigos

«Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos...até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos .que eram nossos amigos e...isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto...reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!»
Fernando Pessoa

É bonito, diz tudo, e tirei-o do blog da Isabel... sim, porque aquela miúda sabe o que diz… e no caso o querido Pessoa também…
Não tenho mais nada a acrescentar, há séculos que digo que com o tempo tudo se vai.. até os amigos… é uma visão triste…. Mas verdadeira… eu quero ter tempo e espaço para todos os amigos, sempre… não quero ter que explicar aos meus filhos quem são as pessoas das fotos,…, quero que eles os conheçam como pessoas que fazem parte de mim e consequentemente deles…

quinta-feira, novembro 23, 2006

ah pois é...

Eu sempre disse que no dia em que enlouquecesse informava…, pois bem, definitivamente estou louca, louca a sério, e não falo das loucuras a que geralmente submeto os meus amigos, nem tão pouco do falar e rir sozinha…
Desta vez é oficial.., estou louca… hoje dei por mim a caminhar á chuva com destino ao Colombo, para passear sozinha… até aqui tudo bem, tudo normal… pior, pior, foi dar por mim, sentada á chuva, e friso o sentada… num banco de madeira a ver as pessoas a correr a fugir da chuva, e eu, debaixo da chuva… com a sensação de que nem me molhava.. pura ilusão… fiquei constipada…
No entanto o verdadeiro ponto da questão é a loucura.. a insanidade mental que me atingiu, não a chuva ou o mau tempo… só a insanidade…

Não digas nada

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.


Fernando Pessoa

quarta-feira, novembro 22, 2006

Fala-se tanto da amizade… de vulgares amizades…

Como habitualmente digo, “dos amigos fala-se sempre”, hoje dei por mim a pensar em amigos… Amigos a sério… daqueles que nos entendem pelos gestos, pelos olhos…, e que não nos dizem sim só para parecer bem… pensei nos amigos.. nesses amigos…

Aqueles amigos que existem desde de sempre, aqueles com quem bricámos ás mais estúpidas brincadeiras, desde o enterro dos peixes, á adpoção conjunta de uma ninhada de gatos…

Aos amigos de sempre… de pequenos que crescem sempre connosco… um gosto-vos… :)

terça-feira, novembro 21, 2006

Mas o arco- íris veio...

Queria ser tanto, queria ser tudo, queria tanto tanto ter o poder de fazer algo de bom, de certo…
Ter o poder de secar rios de lágrimas, de iluminar sorrisos…
Queria tanto ser mais, ser maior…
Mas o arco-íris veio…

"...e a vida não vai parar"

Há dias maus, coisas más, coisas que deixam de fazer sentido….
Há coisas em que se acredita, coisas em que se deixa de acreditar…
Há de tudo um pouco, há muita e pouca coisa…
Mas mesmo assim… mesmo com tanto, mesmo com tão pouco há coisas que se aceitam, há coisas que nos impingem novas visões, novas ideias, menos ideias…
O sentido das coisas deixa de ter sentido quando pessoas vão ,…, quando deixam de nos acompanhar aqui, no nosso pequeno Mundo…
Mas “ a vida não vai parar…”, nem eu deixava.

Sabem???

Sabem daqueles dias em que há muito transito?, mas mesmo muito transito, tanto transito, mas tanto transito que não se sai do mesmo sitio e se demoram horas a chegar ao trabalho… sabem, sabem??
Também eu, acontece-me quase todos os dias…
Há dias em que até dá para conversar com o condutor do lado, hoje foi um deles…
Mas melhor que horas no transito foi chegar ao café e constatar que os franceses cantam rap…
RAP em francês, lindo, atenta à letra, não pude deixar de parecer louca a rir sozinha num café deserto … então não é, que no ecrã, uma senhora a imitar um qualquer rapper americano cantava qualquer coisa como:
“posso-te dar umas palmadas no rabo, posso posso…
sem pagar está claro,
porque não há dinheiro para profissionais…
por isso vira-te e toma…”
Depois disto,…, aparecem mais a dizer NAN NAN NAN….
Lindooooo
Bem que eu dizia que o romance passou de moda, ora se até os franceses, românticos por natureza, se dedicam a palmadas de borla…
Não há romance que resista…

Pensaste que sim...

Pensaste que sim, que realmente ias conseguir voltar… pensaste que sem pressas, sem ilusões, sem mundos, tudo voltaria ao que era,…, pensaste que sim….

Ias começar de novo, num lugar diferente, com pessoas que nem conhecias…

Pensaste que se ninguém te visse tu também não ias ver ninguém…

Pensaste que sim, que mais cedo ou mais tarde quem te visse te ia acolher…

Pensaste que sim….

Pensaste mal…

Filme****

O filme é bom… de um humor puxadinho com piadinhas sarcásticas e personifica perfeitamente certas pessoas…

Contado por aqui perde toda a piada… é uma história simples, de um homem de negócios que torna a casa do tio que morreu… ai reencontra o passado que enterrou ao longo do tempo com a arrogância que o trabalho lhe impôs…

Apaixona-se e pronto… básica a história… simples e simplesmente bela…Aconselho… vão ver

terça-feira, outubro 31, 2006

Sinto falta

Dos amigos fala-se sempre, para sempre….

Sinto falta disso, dos amigos.. das pessoas que nos ouvem, que falam, que estão…sinto falta de estar lá… no lugar certo a fazer a coisa certa… com tudo a bater certo…

Sinto a falta do mundo a girar na sua rota, sinto a falta de cafés.., de conversas sem nexo, de tirar o nexo ás conversas sérias…

Sinto a falta de tanto… de tudo… de voltas e voltas á volta do mesmo….

Sinto a falta de falar,… falar a sério, com pessoas que sabem o que sou e pronto….

Sinto falta… sinto sim… muita… de rir… rir a sério de coisas a brincar…

Sinto falta de chorar sem ser preciso cair lágrimas, sinto falta dos abraços, dos braços, dos gritos….

Enfim…. Sinto a falta de pessoas… das minhas pessoas… das pessoas que habitam o meu mundo…

Para ti...

Para ti… há tanto tempo que não te digo nada, há tanto tempo que sai daquele caminho que me obrigaste a prometer que nunca deixaria…

Há tanto tempo que te desiludi… há tanto tempo….


Mesmo depois de tanto tempo, de tanta ausência, de tanto tudo e tanto nada…

Voltei, como sempre… depois de cada tempestade… estarei sempre aqui, não no teu caminho como nas outras vezes… mas aqui.. onde me deixaste da ultima vez que quebraste tudo…

Deixa-me que te conte, que te explique, ainda que sem argumentos, que nem sempre o caminho mais fácil é o melhor…

Eu que sempre disse que jogar pelo seguro é o melhor… como se muda de ideias não é?!?!?
Arrisca… tenta… o seguro é o correcto, mas será o melhor?? …quando te sentares, depois, quando a tormenta passar e navegares num mar de rosas, vais realmente ter a certeza de que calmaria te sabe melhor agora, depois da tormenta… depois de arriscares…
Tinha que comentar o comentário… eu bem que sabia que falar do que não sei ia resultar mal…

E logo me meti eu a falar do amor…

Pois bem, admito… desconheço do que se trata, e se sei.. com certeza que me passou ao lado…, gabo-lhe a sorte,…, porque tenho a certeza que dava cabo dele… :P

Por isso, cara Marisa, não desacredito o amor… só falo do que não sei… como sempre…

No entanto… olha, aqui vai mais um poema de amor… bem ou mal…

"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
e que nele posso navegar sem rumo,
não respondasàs urgentes perguntas
que te fiz.

Deixa-me ser feliza
ssim, já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
o nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
matar a sede com água salgada..."
Miguel Torga

Sabes como sou....

Sabes bem como sou… como levo as coisas e o que penso das pessoas… também sabes como me vejo, a noção exacta do meu mau feitio… mas agora.. rodeada de gente nova… pergunto-me : - será tão evidente esse meu mau feitio?

Provavelmente poderia aproveitar para mudar…, ninguém me conhece mesmo… mas não seria justo para mim…, nem para aqueles que ao longo dos anos têm levado com esse mau feitio tão bem me caracteriza…

Sabes, ás vez sento-me lá… no nosso cantinho de conversas secretas á espera de te ouvir contar os segredos do fim do mundo… espera de ver os teus olhos fixos nos meus para também eu te contar tudo… as conversas dos feitios maus… das birras, …, das teimosias de que quase sempre saía vencedora… :)

Será que valeria a pena mudar esse feitio… tu mudaste… és agora outra pessoa… olho para ti, no nosso canto, e não te reconheço… os teus olhos já não falam, as tuas mãos já não mexem, o teu sorriso já não me faz sorrir… mudaste…

E eu… aqui, no mesmo canto, na mesma cadeira, com o mesmo feitio…, sem os mesmos amigos…

Vazia

Há algum tempo que não escrevo, é verdade, e por incrível que pareça, eu que ando sempre a falar, ando sem ideias, sem palavras, sem coisa alguma…

Uma coisa puxa a outra e depois das ideias, das palavras,…, vem os gestos, as atitudes…

Pois bem, assumo perante os meus (pobres) leitores, que ando literalmente com um feitio de caca…

Pelos vistos, e segundo pessoas próximas de mim, não digo nada de jeito, consequentemente não devo de fazer nada de jeito…

“não dás valor ao que tens”… não dou??

Pus-me a pensar… não valorizo o que tenho?? Não dou nada aos outros??

É provável… finalmente parece que toda a gente descobriu que sou uma insensível, que não deveria de ter coisa alguma, porque não fiz nada para merecer o que quer que seja… é justo…

Olha… sei lá… toca a andar que para a frente é que é o caminho, e com o caminhar, pode ser que ganhe alguma coisa, que deixe finalmente de ser vazia…

sábado, setembro 23, 2006

cativa-me

“Cativa-me - disse a raposa” e o pequeno príncipe cativou-a, e ela deixou de ser uma qualquer raposa e ele deixou de ser um qualquer rapazinho…

Os amigos também nos cativam, também nos tornam diferentes e mudam por nós…, e deixamos de ser seres sós, somos seres cativados e cativos…, ligados eternamente a amigos para os quais vamos ter sempre tempo, para os quais vamos estar sempre presentes…

quinta-feira, setembro 14, 2006

Mia couto

Estava sentada em frente ao computador a pensar em postar aqui qualquer coisa.. mas só me vinha á memória um poema do Mia Couto, daqueles lamechas e de fazer suspirar qualquer insensível (sim, para quem está com ar de descrédito a pensar :”- como se alguma coisa se te fizesse suspirar”; eu também suspirei…lol).
Depois pensei que se o escrevesse, no mínimo iam pensar que me tinha apaixonado loucamente, e andava com uma nuvem cor de rosa a pairar sobre este meu cérebro sem ideias… puro engano… não estou apaixonada, e agradeço o estado de espírito apático em que me encontro…
Assim sendo, e depois de reflectir acerca desse imenso engano em que vos iria induzir, resolvi fazer esta introdução explicativa…

E agora sim.. passo a citar :

Diz o meu nome
Pronuncia-o
Como se as sílabas te queimassem os lábios

Sopra-o com a suavidade
De uma confidencia
Para que o escuro apeteça
Para que se desatem teus cabelos
Para que (tudo) aconteça

Porque eu cresço para ti
Sou eu dentro de ti
Que bebe a última gota
E te conduzo a um lugar
Sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
Sou gesto e cor
E dentro de ti
Me recolho ferido
Exausto dos combates
Em que a mim próprio me venci.

No húmido centro da noite
Diz o meu nome
Como se eu te fosse estranho
Como se eu fosse intruso
Para que eu mesmo me desconheça
E me sobressalte
Quando suavemente
Pronunciares o meu nome.

terça-feira, setembro 12, 2006

mais história dentro da historia

Mais uma história…, no meio de tanta história.. daquelas histórias acerca de duas pessoas que se amam.., e como é de conhecimento comum,… se duas pessoas se amam, nunca poderão ser felizes (já dizia o Hemingway “se duas pessoas se amam uma à outra, não pode haver final feliz”)

Esta história é baseada em factos verídicos, verdade seja dita, nunca foi noticiada, nem adaptada para um filme, mas de qualquer modo, é uma história e todas as histórias têm o direito a um momento de fama, ainda que a fama passe somente por um blog reles que só amigos meus obrigados pela autora (eu) frequentam…

Mas essa histórias, a tal de duas pessoas que se amam e que consequentemente se separam, aconteceu, num presente actual, com pessoas que se cruzam diariamente connosco.

Foram felizes, disse-me ela, durante algum tempo, durante muito tempo até… estiveram juntos e juntos passaram por tanto…

Mas mudaram as coisas, mudaram os mundos, mudou a economia,…, mudou tudo… e eles também mudaram… ela mudou de olhar e ele mudou de casa e casou com outra…

Ainda lhe diz que a ama, ela ainda acredita.


E depois a pessimista sou eu… lololol

Não respondes?

O mundo é redondo??
Mas mesmo redondo, redondo? Assim como uma bola de futebol?
E a chuva?, sempre é a água de alguém que rega as flores lá em cima??
E a areia, são mesmo migalhas dos bolos que os anjos comem?
E o mar? sempre é no mar que moram as sereias?? E cantam? Essas sereias cantam para encantar as pessoas?
E o sol? É verdade que o sol se esconde envergonhado da lua?
Estás-me a ouvir?!?! Porque não me respondes?

"vê mais alto a gaivota que voa mais alto."

Era um texto batido, demasiadas vezes lido, comentado e pensado, era uma frase comum…, quem nunca leu Fernão Capelo Gaivota? A estória da gaivota que voava alto de mais, tal como sonhava alto de mais?!?… mas também, quem nunca tinha sonhado alto de mais?!?

Ia escreve-la de qualquer forma, batida ou não…, era o que precisava de dizer, também tinha o direito de pensar, porque as suas asas também eram nada mais nada menos do que o seu pensamento.

“-para começar – disse pesadamente -, vocês têm de compreender que uma gaivota é uma ideia ilimitada de liberdade, uma imagem da Grande Gaivota, e todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta da outra, não é mais do que o vosso pensamento.”

Talvez ninguém chegasse a ler o que escrevera, ou provavelmente não entenderiam,…, talvez fosse mesmo uma utopia sua… talvez também os seus voos fossem demasiado altos,.., ou talvez, também alguém, tal como o Francisco Gaivota chegasse à conclusão de que “não há limites…”

quarta-feira, setembro 06, 2006

Não quero

Definitivamente não gosto de novas pessoas.
Não gosto… não gosto que me digam que a tal pessoa é assim e assado…
Quero lá saber como ela é, não me interessa o que faz, o que pensa, o que diz… não quero conhecer mais ninguém, mais nada… basta-me o que tenho, quem conheço…
Não quero mais amigos, tenho os meus. Mais… não quero mais hipóteses… já tive as minhas… não quero mais nada…


Hoje, não quero que me digas o que.., ou quem é o ideal…, quero bater com a cabeça na parede até EU compreender que errei… quero que me ouças, somente… que fiques parada na tua cadeira favorita e me ouças, que concordes comigo, ainda que me saibas errada…Hoje preciso que me protejas, que sejas acima de tudo o que sempre foste… quero que sejas amiga, daquelas que ás vezes nos amparam os golpes em vez de chamar à realidade…

Leitura em dia

Quantas vezes já não ouvi dizer que ler é uma perda de tempo… que pode instruir, mas que no fundo.. não passa de um passatempo reles e pouco lúdico..
A esses, aqueles que não gostam de ler, que a leitura mais interessante é mesmo o que escrevo neste meu cantito (com isto quero dizer – aqueles que não lêem mesmo nada de nada de interessante) aqui fica um incentivo á leitura.. e àquilo que um livro pode significar, mesmo que não seja o livro da nossa vida, nem do nosso momento.. um livro é sempre um livro…

Este livro.
Passa um dedo pela página, sente o papel
Como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto.

Este livro tem palavras, esquece as palavras por
Momentos. O que temos para dizer não pode ser dito.

Sente o peso deste livro. O peso da minha mão sobre
A tua. Damos as mãos quando seguras este livro.

Não me perguntes quem sou. Não me perguntes nada.
Eu não sei responder a todas as perguntas do mundo.

Pousa os lábios sobre a página, pousa os lábios sobre
O papel. Devagar, muito devagar. Vamos beijar-nos




A casa, a escuridão de José Luis Peixoto

sábado, julho 15, 2006

Tempestade

No meio da tempestade, no meio do remoinho……

De uma vez por todas, abre a porta dessa gaiola, de uma vez por toda deixa de alimentar um animal que não desejas…
De uma vez por todas deixa esse pássaro voar, procurar outro ninho, outra gaiola talvez… mas de uma vez por todas, liberta-o, deixa-o seguir o destino de pássaro que lhe coube… de uma vez por todas faz o que sempre quiseste fazer, solta-o e solta-te… deixa-o ir e vai…

Onde?


É, quando te disse que a história seria tua, quando te informei do fundo muito fundo em que te afundavas,…, quando te olhei nos olhos e te abanei… quando disse para parares para deixares tudo de lado…
Onde estavas? Onde estavas quando te disse tudo?
E agora??? Onde estás agora? Depois de perderes a alma, depois de perderes o que nunca chegaste a ter?


De tudo o que se perde, o que nunca se teve dói mais…..

quarta-feira, julho 12, 2006

Afectos

Deixa-me que te diga… que te conte os segredos dos beijos que não deste, que te descreva a imensidão do abraço, que te informe da vida,.., dos que sentem…
Senta-te, puxa da cadeira e senta-te, com calma, sem a pressa de mundos futuros, senta-te somente.
Escuta o que tenho para te dizer, o que sempre perdeste da vida… os cheiros, as cores, todo à tua volta gira e torna a girar, mas tu, sentado nessa cadeira.. escuta-me somente.
De tudo o que tenho a dizer, nada me importa mais que a falta de braços em torno do teu corpo.. nada te fará mais falta que a certeza de existires…
Ouve….
………

………….
Agora, depois de ouvires, de saberes o que penso de ti, depois de saber o mundo que perdes, depois de tudo… levanta-te dessa cadeira, abre os braços e descansa no meu abraço.

Conversas

Em conversa, daquelas conversas normais… demasiado banais para se considerarem sérias…
Surgem sempre coisas que nos fazem pensar… coisas que são claras para uns e completamente obscuras para outros.
Aquela bendita frase do tudo se resolve, ou até mesmo a que diz que todas as coisas têm solução.
Será? Será que na realidade tudo tem solução?! Que no fim da tempestade vem o tal espaço de bonança?
São opiniões,.., daquelas que divergem tanto de pessoa para pessoa…
Há coisas provavelmente sem solução, sem bonança, sem arco íris, coisas que não mudam, que não melhoram…
Mas também, a nossa capacidade de nos habituarmos a tudo, a nossa capacidade de viver no centro da tempestade, no meio da chuva…, essa capacidade faz-nos muitas vezes acreditar na solução para tudo…
Mas não há solução…. só habituação,.., conformação…

sexta-feira, julho 07, 2006

loucos..


Louca… mil vezes louca, pessoa inacabada do que nunca se alcança…
E depois? Não será nesta loucura que se busca o universo total? Procurando entre pessoas loucas a razão de tanta loucura… loucos? Loucos são os sonhos, aqueles que nos permitimos ter, na esperança louca de alcançar o que nunca será nosso…
Somos todos loucos, loucos por tudo, por nada, uns pelos outros…, qualquer coisa faz de nos loucos.
Agarra essa loucura que te prende, faz dela um motivo…, ou simplesmente esquece o louco que vagueia noite dentro, sem tempo, sem amanha, sem ontem… e desce á terra.. sem sonhos, sem loucuras, sem ti…